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PF investiga ataque hacker que derrubou sites de deputados e exibiu tuíte antigo de Lula no endereço de Eduardo Bolsonaro

Operação Intolerans apura ação coordenada que mirou parlamentares ligados ao PL do Aborto; ataques usaram técnica de DDoS e levaram Polícia Federal a cumprir mandados em SP e Curitiba.
Por: Redação
2 de dezembro de 2025 - 5:15 PM

A Polícia Federal abriu uma nova linha de investigação para apurar uma sequência de ataques cibernéticos que derrubou sites de parlamentares da ala conservadora em 2024. A ofensiva digital, classificada pelos investigadores como coordenada, teve como alvo deputados que defendiam o PL 1.904/2024, conhecido como PL do Aborto.

O caso voltou ao centro das apurações nesta terça-feira, data em que a PF deflagrou a Operação Intolerans para identificar os responsáveis pelos ataques do tipo DDoS, técnica que sobrecarrega servidores com acessos artificiais. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Curitiba.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu no site oficial do deputado federal Eduardo Bolsonaro. A página ficou fora do ar e, em seu lugar, exibiu uma publicação antiga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita no X (antigo Twitter), em 2018. Somente após intervenção da equipe técnica o domínio foi restabelecido.

Outros deputados da base bolsonarista também foram atingidos, como Bia Kicis, Alexandre Ramagem e Delegado Paulo Bilynskyj. Todos tiveram seus sites derrubados por longos períodos.

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Nas redes sociais, um perfil anônimo assumiu a autoria e publicou a mensagem: “Está proibido ter site se você pertence à bancada do estupro”, referência ao apoio dos parlamentares ao PL do Aborto.

A PF afirma que o padrão técnico dos ataques é idêntico em todos os casos e que a ação pode envolver participantes estrangeiros, razão pela qual há etapas de cooperação internacional na investigação.

Os ataques ocorreram no período de maior tensão em torno do PL 1.904, que mobilizou protestos em várias capitais do país. O texto propõe limitar a 22 semanas a realização de abortos legais, inclusive em vítimas de estupro, e equipara procedimentos realizados após esse prazo ao crime de homicídio simples. A proposta enfrentou forte reação de movimentos sociais, juristas e entidades médicas.

Com a nova fase da investigação, a PF tenta identificar os responsáveis pela ação coordenada, além de possíveis financiadores.

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