Piracicaba fechou o mês de outubro de 2025 com mais demissões do que contratações. O resultado é influenciado principalmente pela Agropecuária e pelo setor de Serviços, que registraram as maiores quedas do mês. No sentido oposto, o Comércio foi o segmento que mais gerou vagas na cidade. O levantamento foi feito pelo Via Piracicaba com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.
O estudo mostra que, no mês passado, foram registradas 6.414 admissões e 6.563 desligamentos. O saldo ficou negativo em 149 vagas com carteira assinada. O desempenho também é inferior ao de outubro de 2024, quando o município teve saldo positivo de 396 empregos formais. No total, Piracicaba contabiliza 143.417 trabalhadores com registro ativo.
Os setores tiveram comportamentos diferentes ao longo do mês. O agro registrou 89 contratações e 236 demissões, com saldo de menos 147 vagas. O setor de serviços também fechou no vermelho, com 2.290 admissões e 2.465 desligamentos, saldo de menos 175 empregos. Já a Indústria teve resultado positivo: foram 1.355 contratações e 1.300 desligamentos, gerando 55 novos postos. A construção abriu 22 vagas, com 602 admissões e 580 demissões. O comércio teve o melhor desempenho do mês, com saldo de 96 vagas após 2.078 contratações e 1.982 desligamentos.
BRASIL – Enquanto Piracicaba registrou queda, o Brasil teve avanço. O país criou 85.147 empregos formais em outubro, segundo o Novo Caged. Foram 2.271.460 admissões e 2.186.313 desligamentos no mês. De janeiro a outubro, o saldo nacional chega a 1.800.650 novos postos de trabalho, uma alta de 3,8%. Nos últimos 12 meses, o país somou 1.351.832 vagas e alcançou 48.995.950 vínculos com carteira assinada.
A comparação mostra que Piracicaba seguiu caminho diferente do restante do país. Nacionalmente, Serviços e Comércio foram os setores que mais contrataram no mês, somando mais de 100 mil novas vagas. A maioria dos estados também registrou resultados positivos.
Os dados do Brasil ainda apontam maior participação de mulheres e jovens nas contratações e mostram crescimento em todos os setores no acumulado do ano, especialmente em Serviços, Indústria, Comércio, Construção e Agropecuária.





