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Acusados pela morte da ex-vereadora Madalena são condenados a mais de 30 anos de prisão

Julgamento durou cerca de 16 horas no Fórum Municipal de Piracicaba
Por: Redação
20 de novembro de 2025 - 6:57 PM

Os três homens acusados de assassinar a ex-vereadora Madalena, Luiz Antônio Leite de Moura, foram condenados a mais de 30 anos de prisão cada um. O julgamento começou na manhã de ontem, 19, e terminou apenas na madrugada de hoje, 20, após cerca de 16 horas de sessão no Fórum Municipal Dr. Francisco Moratto. O crime ocorreu em abril de 2021.

Condenações:

A maior pena foi atribuída a Wemerson Ferranti, conhecido como Sagui, que recebeu 36 anos de prisão. Jéssica Silva e Marcelo Tomaz foram condenados a 32 anos cada.
Os três foram sentenciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que tinha 64 anos na época.

Segundo declarou à imprensa o promotor Aluísio Maciel Neto, em entrevista a veículos como o g1, “a Justiça foi feita. Que a memória de Madalena permaneça em todos aqueles que ela ajudou em sua caminhada”.

Foto: Divulgação

Quem era Madalena:

Figura pública conhecida e considerada folclórica na cidade, Madalena foi uma das primeiras vereadoras travestis do País. Atuou como liderança comunitária e defensora dos direitos da população LGBTQIAPN+, sendo uma referência local na região do Santa Terezinha.

Entenda o crime:

De acordo com apuração policial, a morte de Madalena teria sido motivada por desavenças relacionadas à liderança do Centro Comunitário do Jardim Boa Esperança. Um ex-colaborador, que havia sido afastado da entidade, teria buscado se vingar na tentativa de assumir o comando da associação.

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No dia do crime, 21 de abril, o ex-colaborador foi até a residência de Madalena acompanhado por outras duas pessoas. Após uma briga no local, a vítima foi atacada com golpes de arma branca. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no imóvel.

Situação processual:

As condenações foram definidas pelo júri popular após a análise das provas e depoimentos apresentados ao longo das 16 horas de sessão. Até o momento, não há informação oficial sobre eventual recurso das defesas.

Informações adicionais permanecem em apuração pelas autoridades competentes.

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