O ex jogador Robinho foi transferido da Penitenciária II de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira nesta segunda feira, 17. Ele cumpre pena de nove anos após condenação por estupro coletivo na Justiça italiana, cuja execução foi autorizada no Brasil em 2024. A mudança atende ao perfil da unidade limeirense, que abriga presos primários, sem ligação com facções e com penas inferiores a dez anos.
A Penitenciária II de Tremembé ficou marcada pela presença de detentos de grande notoriedade nacional, o que ampliava a exposição pública do caso. Segundo reportagens, a defesa de Robinho já havia solicitado transferência para um ambiente considerado mais reservado. O Centro de Ressocialização de Limeira é citado como modelo por desenvolver projetos de trabalho, estudo e produção de alimentos destinados a doação.
A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a transferência, mas não detalhou em qual ala o ex atleta ficará nem o regime interno aplicado. A mudança ocorre em momento no qual a defesa afirma que Robinho mantém comportamento adequado e busca condições mais tranquilas para o cumprimento da pena.
No sistema prisional paulista, unidades como a de Limeira têm estrutura direcionada à ressocialização e menor complexidade de segurança, o que reduz a convivência com presos de perfis diversos. A transferência também recoloca o tema da gestão de detentos de alta visibilidade, que costuma gerar repercussão e desafios adicionais às penitenciárias de grande porte.
A progressão de Robinho para um regime mais brando seguirá critérios legais, como tempo mínimo de cumprimento da pena e avaliação de conduta. Não há, por enquanto, previsão oficial para eventuais mudanças de regime.





