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Diferença salarial entre quem tem e não tem ensino superior chega a 65% no Brasil, aponta IBGE

Medida foi adotada após taxa de abstenção chegar a 29%; prefeitura diz que faltas prejudicam atendimento, organização das filas e uso de recursos públicos.
Por: Redação
17 de novembro de 2025 - 11:47 AM

O mercado de trabalho brasileiro registrou aumento nas contratações formais e um ganho real de 2% no salário médio em 2023, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, a disparidade de remuneração entre trabalhadores com e sem ensino superior permanece elevada e segue como um dos principais fatores de desigualdade no país.

De acordo com as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), publicadas nesta quinta feira (13), quem não concluiu o ensino superior recebeu, em média, R$ 2.587,52 no ano passado. Já trabalhadores com diploma ganharam, em média, R$ 7.489,16. Na prática, isso significa que profissionais sem nível superior embolsaram apenas 34,6% da renda de quem possui graduação uma diferença de mais de 65%.

O levantamento também destaca que a maior parte dos assalariados brasileiros segue fora do ensino superior. Apenas 23,6% declararam ter concluído o nível universitário, enquanto 76,4% não possuem diploma. O índice revela que a renda mais alta continua fortemente concentrada entre os trabalhadores mais escolarizados.

O cenário preocupa especialistas em políticas públicas e educação, que apontam que a qualificação profissional continua sendo um dos maiores determinantes de acesso a melhores salários. Para cidades como Piracicaba, que concentra polos industriais, tecnológicos e universitários, a escolaridade tende a influenciar diretamente as oportunidades no setor produtivo e na oferta de vagas mais especializadas.

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Mesmo com a recuperação gradativa do mercado de trabalho formal, os dados do IBGE mostram que a desigualdade educacional ainda impacta fortemente a estrutura salarial no país. A abertura de novas vagas em setores de serviços, tecnologia e indústria tende a ampliar a demanda por profissionais qualificados, reforçando o desafio de inclusão educacional.

Em Piracicaba, a desigualdade educacional também influencia diretamente o mercado de trabalho. A remuneração média formal na cidade foi de R$ 3.679,88 em 2024, segundo dados do Observatório Sebrae, número acima da média de municípios de mesmo porte graças à presença de setores que demandam maior qualificação, como indústria, tecnologia, biocombustíveis e educação superior.

Esses setores, que absorvem grande parte da mão de obra com diploma universitário, puxam a média salarial para cima. Já trabalhadores sem ensino superior tendem a se concentrar em funções operacionais e administrativas, geralmente com remunerações mais baixas — cenário que acompanha a tendência nacional.

O município possui mais de 22 mil estudantes matriculados no ensino superior, mas ainda enfrenta desafios na transição entre formação, qualificação e mercado de trabalho. Especialistas apontam que ampliar o acesso à educação técnica e universitária pode reduzir a desigualdade salarial local e fortalecer a economia piracicabana.

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Para economistas consultados pelo IBGE, a diferença salarial reflete a importância da qualificação em um mercado cada vez mais exigente, especialmente em setores de inovação e tecnologia. O avanço do ensino superior e da formação profissional é considerado fundamental para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.

No caso de Piracicaba, que reúne indústria forte, universidades e centros de pesquisa, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas que facilitem o acesso à educação técnica e superior, contribuindo para um mercado de trabalho mais equilibrado.

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