O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que é tema central da campanha Novembro Azul. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o tipo mais incidente entre os homens em todas as regiões do país, com estimativa de 72 mil novos casos por ano no período de 2023 a 2025.
Um estudo recente da Comissão de Câncer de Próstata da revista científica The Lancet prevê que, até 2040, o número de novos casos deve dobrar e alcançar 2,9 milhões no mundo. A projeção também indica aumento de 85% nas mortes, chegando a quase 700 mil.
Para o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o cenário exige atenção integral à saúde masculina. “Os cuidados com a saúde global masculina são um aspecto crucial no atual contexto da incidência deste tipo de câncer, que está associada ao maior envelhecimento da população e a diagnósticos tardios. A prevenção e a detecção no estágio inicial podem aumentar as chances de cura”, afirma.
O especialista reforça que a alimentação tem papel essencial tanto na prevenção quanto no tratamento. “Não existem alimentos milagrosos ou vilões. Uma dieta orientada, para os portadores do câncer de próstata, é um dos fatores de risco modificáveis e que podem reduzir a chance de progressão para formas mais agressivas da doença”, explica. Segundo ele, a resposta varia entre indivíduos conforme genética, estágio do tumor e outras condições de saúde.
Alimentação que protege
As recomendações incluem uma dieta mais rica em fibras, frutas, verduras e cereais integrais. Alimentos vermelhos, como o tomate, são fontes de licopeno, antioxidante associado à proteção celular e à redução de tumores. Vegetais verde escuros, como brócolis e espinafre, também contribuem para a saúde da próstata.
Antioxidantes presentes na castanha do pará e em peixes como salmão, sardinha e atum, ricos em ômega 3, atuam na redução de inflamações. Por outro lado, o consumo de ultraprocessados, gorduras saturadas e carboidratos refinados deve ser reduzido. A ingestão de carne vermelha deve se limitar a 500 gramas por semana.
Além da alimentação, o controle do peso, a prática regular de atividade física e a adoção de um estilo de vida saudável são considerados fatores determinantes para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida durante o tratamento. Segundo Ribas Filho, “a alimentação e o estilo de vida se interconectam e influenciam fatores como inflamação, hormônios e microbiota intestinal, que podem atuar no desenvolvimento e na progressão do câncer”.
Em Piracicaba e região, iniciativas da campanha Novembro Azul reforçam a importância da prevenção, da orientação nutricional e da realização de exames como PSA e toque retal, fundamentais para detectar alterações ainda em fases iniciais.





