A Secretaria Municipal de Saúde passou a oferecer acupuntura e auriculoterapia nas unidades da rede pública, ampliando o cuidado integral prestado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As práticas fazem parte das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), previstas na Política Nacional instituída em 2006 e reconhecidas pelo Ministério da Saúde.
As terapias têm foco na promoção da saúde e prevenção de doenças, considerando o equilíbrio entre corpo, mente e ambiente. A acupuntura utiliza agulhas em pontos específicos do corpo para estimular a recuperação e restaurar o equilíbrio energético. Já a auriculoterapia age a partir da estimulação de pontos localizados na orelha, representando diferentes regiões do corpo, com uso de agulhas, esferas ou sementes.
Para incorporar as técnicas ao atendimento, a Prefeitura investiu em capacitação. O curso Acupuntura para Médicos da Atenção Básica (AMAB), realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), formou 21 médicos da rede municipal. Já o curso de Auriculoterapia, também promovido pelo Ministério e pela UFSC, qualificou 73 profissionais de nível superior, entre médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais. Ao todo, 94 profissionais foram preparados para aplicar as PICS na atenção básica.
A médica Amanda Ferraz, da USF Monte Feliz, relata que buscou formação para oferecer alternativas terapêuticas aos pacientes. Ela tem aplicado as técnicas tanto nos atendimentos quanto entre membros da equipe. “Os pacientes se mostram surpresos e interessados. Apesar de antigas, essas práticas se mostram inovadoras para o cuidado”, afirmou.
Usuários relatam melhora significativa. A paciente Adriana Rodrigues de Oliveira, moradora do Parque Água Branca e diagnosticada com fibromialgia, realiza sessões semanais de acupuntura há oito meses. “Se pudesse, faria todo dia. Ajuda bastante, especialmente na mobilidade”, diz. A filha, Ana Júlia, destaca melhora no humor da mãe em períodos com menos dor.
Para o vice-prefeito e secretário de Saúde, dr. Sergio Pacheco, a adoção das PICS representa um avanço no cuidado humanizado. “A população passa a contar com alternativas terapêuticas eficazes, reconhecidas pelo SUS e respaldadas cientificamente.” Ele adiantou que novas turmas de capacitação estão previstas para ampliar o número de profissionais aptos a oferecer as terapias.





