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Decisão de Trump retira tarifa de 10%, mas sobretaxa de 40% ao Brasil permanece, confirma governo

Redução anunciada pelos EUA atinge apenas a tarifa adicional aplicada em abril; tarifaço principal continua valendo para café, carne e frutas brasileiras.
Por: Redação
14 de novembro de 2025 - 9:21 PM

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu em 10 pontos percentuais as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. A medida, porém, não elimina o tarifaço principal: a sobretaxa de 40% continua valendo para as exportações do Brasil, segundo esclareceu o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, em declaração ao g1.

A Casa Branca publicou, nesta sexta-feira (14), uma ordem executiva reduzindo tarifas incidentes sobre café, carne, açaí e algumas frutas tropicais frescas ou congeladas. O texto original não especificava a dimensão da redução. Agora, o governo brasileiro confirma que a retirada se limita aos 10% aplicados inicialmente em abril.

O Brasil vinha enfrentando um tarifaço de 50% desde agosto, formado por duas medidas adotadas pelos EUA:
• Abril: sobretaxa de 10%
• Agosto: sobretaxa adicional de 40%
Total: 50%

Com a nova ordem executiva:
• Cai a tarifa de 10%
• Permanece a sobretaxa de 40%

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A mudança vale para mercadorias importadas ou retiradas de armazém nos EUA desde quinta-feira (13).

Brasil e Estados Unidos mantinham tratativas há semanas para reduzir os impactos tarifários conversas intensificadas após o encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, na Malásia.

Os EUA enfrentam forte pressão interna devido ao aumento dos preços de carne e café. As tarifas elevaram ainda mais os custos para os consumidores norte-americanos. O Brasil é o maior fornecedor de café aos EUA e um dos principais exportadores de carne bovina.

Reação positiva do setor exportador:

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) comemorou a decisão.

Segundo a entidade, a redução “devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”. A Abiec destacou ainda que os Estados Unidos são o segundo maior mercado da carne bovina brasileira e que a medida “fortalece a relação e abre espaço para uma retomada mais equilibrada e estável das vendas”.

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