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México impõe tarifas de até 210% sobre açúcar importado para proteger mercado interno

Medida endurece barreiras comerciais e praticamente inviabiliza importações, segundo produtores de cana do país.
Por: Redação
14 de novembro de 2025 - 10:43 AM

O governo do México anunciou, na noite de terça-feira (11), novas tarifas que variam de 156% a 210% sobre o açúcar importado. De acordo com o Ministério da Agricultura, o objetivo é proteger empregos, fortalecer a produção nacional e garantir estabilidade às famílias que dependem do setor sucroenergético.

Pelas novas regras, o açúcar de beterraba e os xaropes passam a ser taxados em 156%, enquanto o açúcar líquido refinado e o invertido estão sujeitos a uma alíquota de 210,44%. A União Nacional de Produtores de Cana avaliou que as tarifas eliminam, na prática, a possibilidade de entrada de produtos que possam desequilibrar o mercado interno, criando um ambiente mais seguro e sustentável para a produção local.

Além das medidas direcionadas ao açúcar, o governo mexicano também prepara um programa de modernização do setor, voltado à produtividade, rentabilidade e ao uso ampliado da cana em alimentos e biocombustíveis.

O país ainda anunciou tarifas de até 50% para mais de 1.400 produtos vindos da China e de outras nações asiáticas, incluindo automóveis e itens de consumo, como parte de uma estratégia mais ampla de proteção econômica.

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A medida adotada pelo México tende a ter reflexos indiretos na região de Piracicaba, que concentra usinas, produtores de cana e empresas ligadas ao setor sucroenergético. Embora o Brasil mantenha outros mercados relevantes para o açúcar, tarifas mais altas no México reduzem oportunidades de exportação e podem pressionar a competitividade internacional do produto. O cenário reforça a importância de diversificação de mercados e de investimentos em biocombustíveis, área na qual as usinas da região têm participação expressiva.

 

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