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Ex-presidente do INSS é preso em nova fase da Operação da Policia Federal Sem Desconto

Ação da Polícia Federal investiga um esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, com suspeita de prejuízo bilionário entre 2019 e 2024.
Por: Redação
14 de novembro de 2025 - 8:23 AM

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, durante a quarta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um estruturado esquema de descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas. A ação mobilizou equipes em diferentes regiões do país e incluiu mandados de prisão e de busca e apreensão.

As apurações indicam que beneficiários eram vinculados, sem autorização, a associações que anunciavam oferecer assistência jurídica e benefícios comerciais, mas que não possuíam capacidade operacional. A prática permitia que mensalidades fossem descontadas automaticamente dos pagamentos previdenciários. A fraude teria sido executada com inserção de dados falsos nos sistemas oficiais, o que possibilitou a continuidade das cobranças ao longo de vários anos.

Segundo a PF, a operação desta quinta-feira envolveu o cumprimento de 63 mandados de busca e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados, entre eles Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os investigados respondem por suspeitas de inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.

Stefanutto, que havia sido afastado e posteriormente exonerado após as primeiras fases da operação, agora responde preso à nova etapa do inquérito. A defesa afirma não ter tido acesso à decisão que determinou a prisão, considera a medida ilegal e sustenta que o ex-presidente colaborou com as investigações desde o início. Outros ex-gestores, empresários e dirigentes de entidades investigadas também foram detidos ou submetidos a medidas restritivas.

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O governo federal mantém ativo o programa de restituição dos valores descontados sem autorização. Com a prorrogação anunciada, beneficiários poderão contestar cobranças e solicitar a devolução até fevereiro de 2026 pelos canais oficiais. Milhões de segurados já relataram descontos que dizem não reconhecer, e parte significativa deles está apta a receber os reembolsos.

A Operação Sem Desconto segue em andamento, e novas ações poderão ocorrer conforme o avanço da análise de dados e documentos apreendidos pela Polícia Federal.

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