Um levantamento do National Institute of Health and Care Research (NIHR), do Reino Unido, revelou que jovens da geração Z pessoas entre 18 e 24 anos têm baixa participação em ensaios clínicos, representando apenas 4,4% dos voluntários nesses estudos, embora correspondam a 8% da população britânica.
Entre 2021 e 2024, cerca de 32 mil jovens participaram de pesquisas médicas, número semelhante ao de pessoas com mais de 85 anos, grupo que representa apenas 2% da população. Especialistas alertam que essa disparidade pode afetar a qualidade e a eficácia dos tratamentos desenvolvidos.
O dado preocupa porque quase metade dos jovens (45%) convive com doenças crônicas, como diabetes, asma e depressão, mas ainda assim é pouco representada nas pesquisas que determinam a resposta a novos medicamentos e terapias. A ausência dessa faixa etária nos estudos pode gerar resultados menos precisos, já que o metabolismo e a resposta imunológica dos jovens diferem significativamente das de adultos mais velhos.
Pesquisadores defendem a criação de campanhas educativas e políticas de incentivo para ampliar o engajamento da geração Z nos ensaios clínicos. Eles destacam que participar de um estudo clínico não exige estar doente e pode contribuir diretamente para o avanço da ciência e para o desenvolvimento de um sistema de saúde mais inclusivo e representativo.
Em Piracicaba, a discussão é relevante, já que a cidade possui instituições de ensino e pesquisa na área da saúde, como a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp) e o Hospital Regional, que participam de projetos científicos e clínicos. A baixa adesão de jovens a esses estudos pode limitar a diversidade de amostras e o desenvolvimento de soluções mais abrangentes, afetando diretamente a qualidade das pesquisas locais e regionais.





