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Fábrica que falsificava perfumes de marcas importadas é interditada em Limeira e dono é preso

Cerca de 800 mil itens foram apreendidos; Vigilância Sanitária aponta reincidência do crime, já registrado em 2021
Por: Redação
7 de novembro de 2025 - 1:22 PM

A Vigilância Sanitária interditou, nesta quinta-feira (6), uma fábrica clandestina de perfumes que funcionava no Jardim Porto Real, em Limeira. O local produzia e comercializava perfumes falsificados de marcas importadas sem licença sanitária nem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cerca de 800 mil produtos foram apreendidos durante a operação realizada em conjunto com a Polícia Civil.

De acordo com o delegado Leonardo Burger, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira, o espaço operava em escala industrial. “É uma produção que usa essências com cheiros semelhantes aos de marcas famosas. As embalagens imitavam as logos e nomes originais, com pequenas alterações, o que configura violação de patente e falsificação de marca”, explicou.

No interior do galpão, foram encontrados estoques prontos para venda, embalagens e maquinários utilizados na produção dos perfumes. O volume de produtos foi tão grande que foi necessário o uso de um caminhão para transportar o material até a delegacia.

O proprietário da fábrica foi preso em flagrante, e outras três funcionárias foram levadas à delegacia para prestar depoimento, sendo liberadas em seguida. Um perito da Polícia Científica foi acionado para avaliar as condições de fabricação e armazenagem dos produtos.

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A Vigilância Sanitária informou que a empresa pertencia a duas pessoas, sendo que uma delas já havia sido flagrada pelo mesmo crime em 2021, quando foram apreendidos itens avaliados em cerca de R$ 6 milhões. Na época, a operação levou três dias para remover todo o material de dentro do galpão, e o tio do atual investigado chegou a ser condenado a quatro anos de prisão em regime semiaberto.

“Na ocasião, a empresa começou produzindo perfumes próprios e depois passou a copiar marcas internacionais, francesas e de luxo. O prejuízo à época foi de R$ 6 milhões, além do bloqueio de uma conta com R$ 500 mil”, relembrou o delegado Burger.

Segundo ele, a atual operação seguirá o mesmo procedimento: todos os produtos serão recolhidos e encaminhados às marcas prejudicadas. Os frascos serão destinados a uma cooperativa para destruição e reciclagem do vidro.

O delegado também alertou para os riscos à saúde causados pelo uso de perfumes falsificados. “De acordo com a Vigilância Sanitária, as substâncias eram misturadas sem controle técnico adequado. Essas formulações podem causar irritações, alergias e até reações químicas graves na pele”, afirmou.

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