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Acusados de maus-tratos contra 23 cães em Iracemápolis são condenados a 4 anos e 6 meses de prisão

Casal foi condenado por manter animais de raça em condições insalubres. Juiz destacou o sofrimento físico e psicológico dos cães.
Por: Redação
4 de novembro de 2025 - 10:02 AM

Dois acusados de manter 23 cães de raça em situação de maus-tratos foram condenados a quatro anos e seis meses de prisão em regime semiaberto, em decisão da 2ª Vara Criminal de Limeira (SP). O caso ocorreu em Iracemápolis, e os réus poderão recorrer em liberdade.

A condenação se refere a um episódio de 7 de fevereiro deste ano, quando investigadores da Polícia Civil encontraram os animais em um imóvel com condições insalubres. Segundo o inquérito, os cães viviam em um corredor estreito, divididos em baias improvisadas, com exposição ao tempo e falta de higiene. No local, havia um sapo morto e baratas.

Foram resgatados dez cães da raça shih tzu, quatro spitz alemães, um pequinês, cinco pinschers e três pugs.

Um laudo veterinário apontou que todos apresentavam sinais de maus-tratos, com doença periodontal, otite fúngica, verminose, diarreia com sangue, dermatite, inflamações, desidratação, anemia e infecção urinária. Segundo a profissional responsável, os animais também tinham fome evidente e fezes presas aos pelos, indicando falta de cuidado.

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Na sentença, o juiz Guilherme Lopes Alves Lamas afirmou que o sofrimento imposto aos animais foi grave.

“A reprovabilidade das condutas dos acusados atingiu patamares incomensuráveis, dado o alto grau de sofrimento físico e psicológico que impuseram ao grande número de animais”, escreveu o magistrado.

Cães de alto valor

Os réus, Gilberto Alessandro Vital e Othon Monteiro Ferreira Filho, negaram as acusações e alegaram que apenas acolhiam animais de rua.
Entretanto, o laudo técnico indicou que os cães eram de raças puras, com filhotes avaliados entre R$ 4 mil e R$ 5 mil cada.

Para o juiz, o argumento dos acusados é “inverossímil”.

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“Não é crível que tantos cães de raça, com valores nas faixas de R$ 4 mil a R$ 5 mil, tivessem sido resgatados das ruas”, afirmou Lamas na decisão.

Os acusados também sustentaram que o caso teria sido “armado” para beneficiar ONGs, o que não foi comprovado durante o processo.

Destino dos animais

A Justiça determinou que a guarda definitiva dos cães seja transferida a uma defensora da causa animal ou a uma instituição de proteção. Após o tratamento de saúde, os cães devem ser encaminhados para adoção responsável.

Os réus poderão recorrer em liberdade, como já vinham respondendo ao processo.

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Defesa

Procurado pela imprensa, Gilberto Alessandro Vital informou que deve se manifestar oficialmente após consultar seu advogado. Ele afirmou possuir provas e testemunhos de veterinários e vizinhos que comprovariam a boa condição dos animais e negou a existência de canil clandestino.

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