O Banco Central (BC) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. Segundo o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (25), a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,6% para 2,0%.
De acordo com a instituição, a revisão foi motivada principalmente pelo resultado positivo da atividade econômica no primeiro trimestre do ano e pela melhora nas perspectivas para setores como agropecuária e indústria extrativa.
O BC também destacou que a economia tem mostrado maior dinamismo da demanda interna e resiliência do mercado de trabalho. Além disso, apontou que medidas de estímulo fiscal e de crédito adotadas pelo governo contribuíram para fortalecer a atividade econômica.
Entre as ações citadas estão novas linhas de crédito subsidiadas para caminhões, ônibus e veículos utilizados por motoristas de aplicativos, além da ampliação do programa Desenrola para renegociação de dívidas.
Previsão fica próxima da estimativa do mercado
A nova projeção do Banco Central está alinhada às expectativas do mercado financeiro, que, segundo o boletim Focus, prevê crescimento de 1,98% para este ano. O número, porém, permanece abaixo da estimativa do Ministério da Fazenda, que projeta expansão de 2,3%.
Inflação segue como preocupação
Apesar da melhora nas perspectivas para o crescimento econômico, o Banco Central alertou que a inflação continua pressionada.
Segundo o relatório, todos os grupos que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram altas nos últimos meses, com destaque para os alimentos consumidos em casa, os preços administrados, os serviços e os bens industriais.
A instituição também apontou que os conflitos no Oriente Médio contribuíram para a elevação dos preços dos combustíveis, pressionando ainda mais a inflação.
No cenário atual, o BC estima que o IPCA encerre 2026 em 5,2%, percentual acima da meta de 3%, que possui margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
O relatório ainda mostra que a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta neste ano subiu de 30% para 79%. Para 2027, essa possibilidade aumentou de 19% para 28%.
Na última semana, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e informou que seguirá avaliando os próximos passos da política monetária conforme o comportamento da inflação e da atividade econômica.





