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Brasil atinge maior Índice de Desenvolvimento Humano da história e entra em faixa “muito alta”, diz ONU

Relatório aponta avanço impulsionado pela educação, inclusão social e permanência escolar, mas alerta para desigualdades persistentes
Por: Redação
27 de maio de 2026 - 9:17 AM

O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de “muito alto” no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O país alcançou índice de 0,805 em 2024, a maior marca já registrada desde a criação do indicador, em 1990.

O IDH é utilizado internacionalmente para medir qualidade de vida e desenvolvimento social, levando em consideração fatores como:

  • expectativa de vida;
  • educação;
  • e renda da população.

Educação foi principal fator de crescimento
De acordo com o estudo, a educação foi o principal motor do avanço brasileiro ao longo da série histórica analisada entre 2012 e 2024.

O relatório associa parte do crescimento a políticas públicas voltadas à inclusão social e permanência escolar, como o Bolsa Família, apontado como ferramenta importante para:

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  • ampliar a frequência escolar;
  • reduzir o trabalho infantil;
  • e melhorar indicadores sociais.

“Representa décadas de investimento público, de políticas que prolongaram vidas, abriram as portas das escolas e colocaram renda nas mãos das pessoas”, afirmou Claudio Providas, chefe do PNUD no Brasil.

Brasil ainda enfrenta desigualdades sociais e raciais
Apesar do avanço histórico, o relatório alerta que o país ainda convive com profundas desigualdades sociais, raciais e regionais.

Quando ajustado pelas desigualdades, o IDH brasileiro cai de 0,805 para 0,641, indicando que parte da população permanece distante da média nacional.

Segundo os dados:

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  • o IDH da população branca é de 0,851;
  • enquanto o da população preta é de 0,774.

O estudo também mostra diferenças regionais expressivas:

  • um homem branco no Rio Grande do Sul possui expectativa de vida média de 81 anos;
  • já um homem negro no Amapá vive, em média, 73 anos.

Na renda, a disparidade também aparece:

  • uma pessoa branca no Distrito Federal possui rendimento médio de R$ 1.987;
  • enquanto uma pessoa negra no Maranhão recebe, em média, R$ 446.

Especialistas defendem desenvolvimento mais inclusivo
A economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, destacou que o avanço do país dependerá da redução das desigualdades históricas.

“O desenvolvimento brasileiro não vai melhorar se não for um desenvolvimento inclusivo. Inclusão significa trazer para o conjunto de políticas públicas a população negra e as mulheres”, afirmou.

Segundo ela, o país agora enfrenta um novo desafio:

  • ampliar qualidade da educação;
  • reduzir desigualdades;
  • e preparar a população para transformações tecnológicas e econômicas.

Brasil entra em novo ciclo de desenvolvimento

Especialistas avaliam que o novo patamar coloca o Brasil em uma fase mais complexa de desenvolvimento humano, exigindo políticas públicas mais estruturadas e de longo prazo.

O relatório também destaca que o avanço do IDH depende não apenas dos governos, mas de escolhas coletivas da sociedade.

Em cidades do interior paulista, como Piracicaba, temas ligados à educação, inclusão social e qualificação profissional também fazem parte dos debates sobre desenvolvimento e qualidade de vida.

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