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Moraes mantém prisão de condenados pelo assassinato de Marielle Franco

Ministro do Supremo afirma que não surgiram fatos novos para revogar prisões preventivas dos envolvidos no caso
Por: Redação
26 de maio de 2026 - 9:03 AM

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter as prisões preventivas dos condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (25).

Segundo Moraes, não houve fatos novos capazes de justificar a revogação das prisões enquanto ainda existem recursos pendentes no processo.

“Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento da ação penal”, afirmou o ministro na decisão.

Condenados seguem presos enquanto recursos são analisados
Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou os acusados apontados como mandantes, articuladores e participantes do crime.

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Entre os condenados estão:

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro;
Chiquinho Brazão, ex deputado federal;
Rivaldo Barbosa, delegado e ex chefe da Polícia Civil do RJ;
Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar;
e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex assessor de Domingos Brazão.

As penas variam entre 9 e 76 anos de prisão.

Segundo o STF, apenas Chiquinho Brazão cumpre prisão domiciliar por questões de saúde. Os demais seguem presos no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.

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Crime teve repercussão internacional
Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram executados a tiros em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.

O caso teve ampla repercussão nacional e internacional e se tornou uma das investigações mais complexas do país, envolvendo suspeitas de motivação política e atuação de milícias.

Segundo as investigações, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão teriam atuado como mandantes do assassinato devido a disputas fundiárias relacionadas à atuação de milícias na capital fluminense.

Delator relatou planejamento do assassinato
Na delação premiada, o ex policial militar Ronnie Lessa, executor confesso do crime, afirmou que o assassinato foi planejado ao longo de aproximadamente seis meses.

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Segundo o depoimento, o grupo monitorou os deslocamentos da vereadora e estruturou toda a logística do crime antes da execução.

As investigações também apontam que Rivaldo Barbosa teria atuado para dificultar o avanço das apurações e garantir proteção aos envolvidos.

Caso segue entre os mais emblemáticos do país
O assassinato de Marielle Franco permanece como um dos casos criminais de maior repercussão política e social do Brasil nos últimos anos.

A decisão do STF mantém os condenados presos enquanto os recursos judiciais continuam sendo analisados pela Corte.

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