Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Trump convida Lula a integrar conselho internacional para discutir paz em Gaza

Convite foi confirmado pelo Itamaraty e integra plano dos EUA para encerrar conflito entre Israel e Hamas; grupo reuniria líderes de países estratégicos
Por Redação
19 de janeiro de 2026 - 11:56 AM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um novo Conselho de Paz voltado à Faixa de Gaza, iniciativa que faz parte de um plano apresentado pela Casa Branca para encerrar o conflito entre Israel e o Hamas.

Segundo o Itamaraty, o convite chegou ao governo brasileiro por meio da Embaixada do Brasil em Washington. Até o momento, não há definição sobre a aceitação por parte de Lula.

O gesto ocorre em meio à reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após a retirada parcial de tarifas impostas anteriormente por Washington a produtos brasileiros.

Além de Lula, outros líderes mundiais também teriam sido convidados a integrar o conselho, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

📲 Siga nossa página no Instagram!

Estrutura do conselho
De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, o Conselho de Paz ficaria no topo da estrutura criada pelos Estados Unidos para a governança temporária de Gaza no pós-guerra. Trump atuaria como presidente do grupo.

A iniciativa prevê ainda a criação de um Conselho Executivo fundador e de um Conselho Executivo de Gaza, responsável por supervisionar as ações em campo de um órgão administrativo tecnocrático, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), encarregado da reconstrução e da gestão temporária do território.

Até o momento, não foram anunciados representantes palestinos nem mulheres para compor o conselho. A Casa Branca afirmou que novos nomes devem ser divulgados nas próximas semanas.

Contribuições financeiras
Documentos do governo americano citados por Bloomberg e Reuters indicam que os países convidados poderão ser instados a contribuir financeiramente para participar do conselho. A proposta prevê uma contribuição de US$ 1 bilhão para manter assento no grupo, com mandatos iniciais de até três anos, renováveis.

📲 Siga nossa página no Instagram!

Segundo o texto, países que fizerem aportes acima desse valor logo no primeiro ano poderiam ter regras diferenciadas de permanência.

Nomes já anunciados
Entre os integrantes confirmados do Conselho Executivo fundador estão figuras de peso da política e do setor financeiro internacional, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff; o empresário e genro de Trump, Jared Kushner; o bilionário Marc Rowan; e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

A direção-geral do Conselho de Paz ficará a cargo de Nickolay Mladenov, ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, que também supervisionará o comitê tecnocrático responsável pela administração cotidiana de Gaza no período pós-conflito.

Próximos passos
Ainda não há cronograma oficial para a instalação do conselho nem definição sobre a participação efetiva dos países convidados. No Brasil, qualquer decisão sobre a adesão de Lula ao grupo deve passar por avaliação diplomática e política, diante da sensibilidade do conflito e do histórico da política externa brasileira para o Oriente Médio.

📲 Siga nossa página no Instagram!