Uma publicação recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a movimentar o mercado financeiro e impulsionou as ações de empresas ligadas à indústria da cannabis. O vídeo, divulgado na rede social Truth Social, sugeria que o Medicare o sistema público de saúde americano poderia incluir a cobertura de produtos à base de CBD (canabidiol), substância derivada da cannabis.
Apenas com a menção, as ações das principais companhias do setor subiram 42% em um único dia, refletindo o impacto conhecido como “Efeito Trump” expressão usada para descrever o poder das declarações do presidente de influenciar diretamente mercados e políticas públicas.
O CBD, ao contrário do THC, não possui efeito psicoativo e tem sido amplamente utilizado em óleos, cremes, cápsulas e produtos terapêuticos, com propriedades calmantes, analgésicas e anti-inflamatórias. Apesar de o governo ainda não ter confirmado qualquer medida oficial sobre o tema, o comentário reacendeu o otimismo em um mercado que vinha em queda nos últimos meses.
Segundo projeções da consultoria Fortune Business Insights, o setor global de produtos à base de cannabis incluindo o CBD deve movimentar cerca de US$ 160 bilhões até 2032, impulsionado pela reclassificação da planta e pela crescente demanda por produtos voltados ao bem-estar e à saúde natural.
Atualmente, estima-se que 2,5% da população mundial consome cannabis, enquanto 65% dos adultos americanos afirmam acreditar que o CBD é mais seguro que o álcool, segundo dados da Pew Research Center.





