Na terça-feira (11), a Marinha dos Estados Unidos informou que o porta-aviões USS Gerald R. Ford e seu grupo de ataque ingressaram na área de operação do U.S. Southern Command que cobre a América Latina e o Caribe.
A nota oficial detalha que a missão foi designada para “desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais e combater o narcoterrorismo em defesa da Pátria”.
Embora o envio seja justificado pelo governo americano como parte de seu esforço contra o tráfico de drogas, diversos analistas interpretam a atuação como um componente estratégico de dissuasão em relação à Venezuela.
O USS Gerald R. Ford, com mais de 4 000 tripulantes a bordo e dezenas de aeronaves táticas, representa o maior e mais avançado porta-aviões da Marinha dos EUA, com capacidade para projeção de poder a partir do mar.
A composição do grupo de ataque inclui, além do próprio Gerald Ford, os destruidores USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston S. Churchill.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram ações marítimas e aéreas no Caribe, com foco em interceptações de embarcações acusadas de tráfico estimativas referem-se a dezenas de ataques, com ao menos 70 mortos em operações desde setembro.
Em reação, o governo venezuelano declarou “estado de alerta máximo”, atribuindo ao envio naval a intenção de forçar regime de mudança por meio da força.
Para o Brasil, a escalada militar nas águas do Caribe e a proximidade da Venezuela elevam o grau de atenção quanto à estabilidade regional e aos canais de narcotráfico que podem atravessar o Atlântico Sul ou influenciar o mercado doméstico.
Adicionalmente, a presença do porta-aviões confirma a disposição dos EUA de empregar plataformas de alto nível em operações hemisféricas, o que pode redefinir a dinâmica de poder nas águas latino-americanas.
A localização exata da embarcação não foi divulgada oficialmente, e o transponder da embarcação foi desligado após cruzar o Estreito de Gibraltar, em conformidade com procedimentos de sigilo militar.
Também não há confirmação pública de que o porta-aviões tenha missão de invasão terrestre embora tal hipótese seja considerada em meio ao contexto de tensões com a Venezuela.





