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Louvre investiga esquema milionário de fraude em ingressos; prejuízo pode passar de 10 milhões de euros

Museu afirma que irregularidades são “estatisticamente inevitáveis” em instituições de grande porte; nove suspeitos foram formalmente acusados na França
Por Redação
19 de fevereiro de 2026 - 8:28 AM

O Museu do Louvre, em Paris, afirmou que fraudes são “estatisticamente inevitáveis” em instituições de grande porte após a revelação de um suposto esquema de desvio de ingressos que pode ter causado prejuízo superior a 10 milhões de euros ao longo de uma década.

A declaração foi dada pelo administrador geral do museu, Kim Pham, em entrevista à Associated Press. Segundo ele, a dimensão do Louvre, considerado o museu mais visitado do mundo, o torna particularmente vulnerável a esse tipo de irregularidade.

Investigação envolve nove suspeitos
Promotores de Paris informaram que nove pessoas foram detidas e formalmente acusadas de participação no esquema, agora alvo de investigação judicial.

Entre os suspeitos estão dois guias turísticos chineses, acusados de reutilizar ingressos para diferentes grupos de visitantes, com suposta ajuda de funcionários do museu. De acordo com a Promotoria, os guias também dividiam grupos para evitar o pagamento de taxas obrigatórias para visitas guiadas.

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O próprio Louvre apresentou denúncia às autoridades em dezembro de 2024. A estimativa é que a rede criminosa tenha operado por cerca de dez anos, levando até 20 grupos por dia ao museu com uso irregular de entradas.

Pham não confirmou oficialmente os valores apontados, alegando que o inquérito segue em andamento.

Série de problemas recentes
O caso ocorre em meio a outros episódios que afetaram o museu nos últimos meses, como o roubo das Joias da Coroa Francesa em outubro de 2025, vazamentos de água que danificaram livros raros e paralisações de funcionários por melhores condições de trabalho.

Segundo o administrador, o Louvre abriga cerca de 35 mil obras expostas em um espaço de 86 mil metros quadrados e recebe aproximadamente 9 milhões de visitantes por ano. Ele reconheceu falhas nos mecanismos de controle, mas afirmou que o combate à fraude é uma ação permanente.

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Fraudes migraram para o ambiente digital
De acordo com a direção do museu, cerca de 90% dos ingressos são vendidos pela internet, o que amplia o risco de fraudes digitais. Entre os problemas identificados estão:

Compras com cartões roubados
Revenda de ingressos gratuitos
Uso de bilhetes falsos
Reutilização indevida de entradas
Após a descoberta do esquema, o Louvre passou a restringir o número de validações por ingresso. Bilhetes individuais agora podem ser escaneados no máximo duas vezes, enquanto ingressos de grupos só podem ser validados uma vez.

Dois funcionários investigados foram afastados durante as apurações, mas seguem presumidos inocentes até a conclusão do processo.

Reflexo internacional
Casos de fraude em grandes instituições culturais levantam debate sobre governança, segurança digital e controle de bilheteria em equipamentos turísticos de grande porte.

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A investigação na França segue em curso, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades judiciais nos próximos meses.