Incêndios florestais que atingiram o centro-sul do Chile neste fim de semana deixaram mortos e provocaram a retirada de milhares de pessoas de áreas residenciais. As chamas avançaram rapidamente sobre casas, veículos e zonas urbanas, levando o governo chileno a decretar estado de catástrofe nas regiões afetadas.
As informações foram confirmadas neste domingo (18/01) pelo Ministério da Segurança Pública. Segundo as autoridades, dezenas de milhares de moradores precisaram ser evacuados diante do avanço do fogo, impulsionado por altas temperaturas, baixa umidade e ventos intensos.
As regiões de Ñuble e Biobío concentraram os focos mais críticos. Municípios como Penco e Lirquén, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Santiago, registraram destruição de residências, feridos e evacuações em massa. Em algumas localidades, o fogo avançou de forma repentina, surpreendendo moradores durante a madrugada.
Diante da gravidade da situação, o presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou estado de emergência e autorizou a mobilização de todos os recursos disponíveis para o combate às chamas e o atendimento às vítimas. O governo informou que o presidente deve visitar as áreas atingidas nos próximos dias para acompanhar as ações de resposta.
O combate aos incêndios foi prejudicado por condições climáticas adversas. Ventos fortes e grandes colunas de fumaça dificultaram o trabalho das equipes de emergência e limitaram a atuação de aeronaves. Bombeiros e brigadistas atuaram principalmente por terra para conter o avanço do fogo e proteger áreas habitadas.
Em Lirquén, um hospital precisou ser evacuado preventivamente devido à proximidade das chamas. Já em Penco, autoridades locais relataram superlotação de abrigos e dificuldades no atendimento aos desabrigados. Toda a província de Concepción permaneceu em alerta máximo.
O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) emitiu sucessivos alertas de evacuação e recomendou que a população siga as orientações das autoridades locais.
O Chile enfrenta incêndios florestais recorrentes durante o verão, período marcado por seca prolongada e temperaturas elevadas. Nos últimos anos, a frequência e a intensidade dos incêndios têm aumentado, ampliando os riscos para áreas urbanas e rurais do país.





