Os incêndios florestais já consumiram mais de 150 milhões de hectares em todo o mundo entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados pelo grupo internacional World Weather Attribution (WWA). O número representa um aumento de 20% em relação ao recorde anterior e coloca o ano atual como um dos mais severos da história recente em eventos climáticos extremos.
De acordo com os pesquisadores, a combinação entre o aquecimento global e a atuação de um fenômeno El Niño considerado particularmente intenso tem favorecido o avanço das queimadas em diferentes continentes.
África e Ásia concentram maiores impactos
Os dados mostram que a África registrou aumento de 23% na área atingida pelo fogo em comparação com o recorde anterior. Já na Ásia, o crescimento foi ainda maior, chegando a quase 40%.
Países como Índia e China estão entre os mais afetados pelas queimadas, enfrentando perdas ambientais, prejuízos econômicos e impactos diretos na qualidade do ar e na saúde da população.
Especialistas alertam que a rápida transição entre períodos de chuvas intensas e secas prolongadas cria condições ideais para a propagação do fogo.
Mudanças climáticas ampliam risco de eventos extremos
Segundo o World Weather Attribution, o aumento da temperatura global tem intensificado fenômenos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta, elevando a frequência e a intensidade de incêndios florestais, secas e ondas de calor.
Pesquisadores reforçam que ações de prevenção, monitoramento ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa são fundamentais para conter os impactos das mudanças climáticas nos próximos anos.





