Hong Kong enfrenta uma das maiores tragédias recentes após o incêndio que atingiu um complexo de arranha-céus na região de Tai Po, no norte do território. O número de mortos chegou a 128 e dezenas de moradores ainda não foram localizados, segundo atualização das autoridades nesta sexta-feira. O trabalho de resgate segue em ritmo intenso e a estimativa é de que novas vítimas possam ser encontradas nos próximos dias.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao menos 79 pessoas ficaram feridas, entre elas 11 bombeiros que atuavam na operação. O incêndio se espalhou rapidamente por vários andares das torres residenciais, o que dificultou o acesso às unidades e aumentou o risco para as equipes que tentam chegar aos locais mais atingidos.
As autoridades confirmaram que três pessoas foram detidas durante as investigações iniciais. A natureza das acusações ainda não foi divulgada, mas a polícia informou que trabalha com várias linhas de apuração para determinar a origem do fogo e eventuais responsabilidades.
A mobilização internacional e local tem resultado em uma onda de solidariedade. O fundo criado pelo governo de Hong Kong para apoiar vítimas e familiares já recebeu cerca de 42 milhões de dólares em doações. O valor será destinado a atendimento emergencial, assistência habitacional, apoio psicológico e despesas funerárias.
O governo local reforçou que o resgate continuará até que todos os desaparecidos sejam localizados. O incêndio, considerado um dos mais letais da história recente da região, reacendeu debates sobre segurança predial, rotas de fuga e manutenção de estruturas residenciais densamente povoadas.





