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França propõe exercício militar da Otan na Groenlândia em meio a disputa geopolítica

Governo francês afirma estar disposto a participar de exercício militar da aliança diante das pressões dos EUA sobre o território dinamarquês
Por Redação
21 de janeiro de 2026 - 2:34 PM

A França manifestou oficialmente o interesse na realização de um exercício militar da Otan na Groenlândia e declarou que está disposta a contribuir com a operação. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pela Presidência francesa, em meio ao aumento das tensões envolvendo as tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar a influência norte-americana sobre o território autônomo da Dinamarca.

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, há um ano, o presidente norte-americano tem defendido que os Estados Unidos “precisam” da Groenlândia por razões de segurança nacional, alegando a necessidade de conter a presença estratégica da Rússia e da China na região do Ártico. A ilha é considerada estratégica tanto por sua localização geopolítica quanto pela riqueza em minerais e terras raras.

Em nota, o Palácio do Eliseu afirmou que

“a França está solicitando um exercício da Otan na Groenlândia e está preparada para contribuir com ele”,

reforçando o compromisso francês com a segurança coletiva da região.

Na semana passada, países europeus como França, Alemanha e Reino Unido enviaram uma pequena equipe de militares para uma missão de reconhecimento na Groenlândia. A iniciativa faz parte da preparação para um exercício organizado pela Dinamarca em conjunto com aliados, mas fora da estrutura formal da Otan e sem a participação direta dos Estados Unidos.

A movimentação irritou o governo Trump, que reagiu ameaçando impor tarifas de até 25% a oito países europeus contrários aos planos norte-americanos para a Groenlândia. Para o governo francês, a realização de um exercício oficial da Otan permitiria envolver Washington diretamente e demonstrar que os países europeus levam a segurança do Ártico a sério.

A proposta francesa surge em um momento de crescente militarização da região, considerada estratégica diante das mudanças climáticas, da abertura de novas rotas marítimas e da disputa por recursos naturais.

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