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EUA negam ataque iminente à Venezuela após ordem para considerar espaço aéreo “fechado”

Declaração de Trump tenta conter especulações, mas medida desencadeia reação internacional e aumenta tensão diplomática nas Américas
Por Redação
1 de dezembro de 2025 - 7:21 AM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou neste domingo (30) que haja qualquer ataque iminente contra a Venezuela, um dia após determinar que companhias aéreas e pilotos considerassem o espaço aéreo “acima e ao redor” do país sul-americano como totalmente fechado. A declaração foi dada durante uma conversa com jornalistas, em que Trump afirmou que não se deve “tirar conclusões precipitadas” sobre a ordem emitida no sábado (29).

A medida, publicada nas redes sociais do presidente, gerou dúvidas em companhias aéreas e provocou interrupções temporárias de voos internacionais. No comunicado, Trump direcionou a instrução tanto ao setor de aviação quanto a traficantes de drogas e pessoas, alegando que a decisão faz parte de sua política de combate ao narcotráfico. A orientação, no entanto, não tem respaldo jurídico para fechar o espaço aéreo de outro país, e tampouco foi acompanhada de diretrizes formais por parte das agências aeronáuticas americanas.

A ação provocou reação imediata do governo de Nicolás Maduro. A Venezuela denunciou a medida como uma “ameaça colonialista” e afirmou que os EUA violam normas internacionais ao tentar impor restrições sobre o território aéreo venezuelano. A tensão também levou o governo venezuelano a revogar licenças de operação de seis companhias aéreas estrangeiras que suspenderam voos após o anúncio dos EUA, alegando riscos de segurança.

Apesar do tom duro, Trump confirmou no domingo que conversou anteriormente com Maduro, mas não detalhou o teor da conversa. Segundo analistas internacionais, a postura do presidente norte-americano parece combinar pressão política, retórica de segurança e tentativa de demonstrar força contra Caracas, sem indicar uma ação militar imediata.

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A medida também desencadeou alerta de organismos internacionais de aviação, que pediram clareza sobre os riscos mencionados pelos EUA e recomendam que companhias mantenham cautela ao operar na região. O episódio adiciona novo capítulo à já desgastada relação entre Washington e Caracas, aumentando a instabilidade diplomática nas Américas.

A situação segue em evolução, com desdobramentos esperados nas próximas horas e reações de países aliados e organismos multilaterais.