O governo dos Estados Unidos expandiu a relação de países cujos cidadãos precisam pagar uma caução para obter vistos de turismo ou negócios. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira (21) e passa a atingir mais 25 países, incluindo algumas seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2026, que terá partidas nos EUA, no México e no Canadá. O Brasil ficou fora da lista.
A exigência faz parte de um programa criado em agosto de 2025 pela gestão do presidente Donald Trump e se aplica aos vistos B-1, voltados a negócios, e B-2, destinados a turismo e tratamento médico. O valor da caução varia entre US$ 5 mil e US$ 15 mil, definido durante a entrevista consular.
De acordo com o Departamento de Estado, o depósito funciona como garantia de que o visitante deixará o país dentro do período autorizado. O valor é devolvido após a saída dos Estados Unidos ou, caso a viagem não aconteça, antes do vencimento do visto.
Quando o programa começou, apenas Malawi e Zâmbia estavam incluídos, sob a justificativa de altos índices de permanência irregular. Posteriormente, outros países foram adicionados, como Gâmbia, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, além de Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão.
Com a nova atualização, passam a integrar a lista países como Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim e Senegal, todos classificados para a Copa de 2026, além de Angola, Bangladesh, Cuba, Nigéria, Venezuela, entre outros.
O governo norte-americano recomenda que turistas interessados em acompanhar a Copa iniciem o processo de solicitação de visto com antecedência, buscando informações diretamente nas embaixadas e consulados, especialmente nos países afetados pela nova exigência.





