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Drones, inteligência artificial e biometria ampliam poder do ICE contra imigrantes nos EUA

Agência federal investe em tecnologias de vigilância para localizar, monitorar e prender estrangeiros em situação irregular
Por Redação
3 de fevereiro de 2026 - 10:45 AM

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) tem ampliado o uso de tecnologias avançadas para identificar, localizar e prender imigrantes em situação irregular no país. Entre as ferramentas utilizadas estão drones de vigilância, sistemas de inteligência artificial e tecnologias biométricas, como leitores oculares.

Os investimentos fazem parte de uma estratégia para tornar as operações mais rápidas e precisas, integrando bancos de dados públicos e privados a softwares capazes de cruzar grandes volumes de informações em tempo real. Com isso, a agência consegue rastrear padrões de deslocamento, vínculos pessoais e históricos migratórios.

Os drones são empregados principalmente em áreas de fronteira e em operações de monitoramento, enquanto sistemas baseados em IA ajudam a analisar imagens, dados de localização e registros administrativos. Já os leitores biométricos, como os de reconhecimento ocular, permitem confirmar a identidade de indivíduos com maior rapidez, inclusive em abordagens de campo.

Especialistas e organizações de direitos civis alertam que o uso intensivo dessas tecnologias levanta questionamentos sobre privacidade, transparência e possíveis abusos, especialmente quando dados são coletados sem o conhecimento dos alvos das operações.

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Defensores das medidas, por outro lado, afirmam que os recursos tecnológicos aumentam a eficiência do cumprimento das leis migratórias e reduzem custos operacionais, ao mesmo tempo em que diminuem a dependência de ações exclusivamente presenciais.

O avanço dessas ferramentas reforça o papel da tecnologia no controle migratório dos Estados Unidos e intensifica o debate sobre os limites entre segurança nacional, direitos individuais e uso de dados pessoais.