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Cerca de 70 mil brasileiros vivem no Oriente Médio em meio à escalada do conflito, diz Itamaraty

Governo brasileiro monitora a situação na região e orienta cidadãos a evitarem viagens a 12 países devido ao aumento das tensões militares
Por Redação
4 de março de 2026 - 3:15 PM

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) estima que aproximadamente 70 mil brasileiros vivem atualmente no Oriente Médio, região que enfrenta uma nova escalada de conflito armado desde o último fim de semana.

Segundo o governo brasileiro, o número é baseado em estimativas, já que o registro consular de cidadãos no exterior não é obrigatório. Até o momento, não há confirmação de brasileiros entre mortos ou feridos na guerra que envolve Irã, Israel e os Estados Unidos.

Alerta para viagens
Diante do agravamento da situação, o governo brasileiro emitiu no último sábado (28) um alerta consular recomendando que brasileiros evitem viagens para 12 países da região. A lista inclui:

Irã
Israel
Catar
Kuwait
Emirados Árabes Unidos
Bahrein
Jordânia
Iraque
Líbano
Palestina
Síria
Arábia Saudita
O objetivo da medida é reduzir riscos para cidadãos brasileiros em meio ao cenário de instabilidade e ataques militares.

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Orientações de segurança
Para os brasileiros que já estão nesses países, o Itamaraty divulgou orientações de segurança em caso de bombardeios ou ataques.

Entre as recomendações estão:

procurar abrigos subterrâneos ou estações de metrô se estiver na rua
buscar estacionamentos subterrâneos ou áreas protegidas
dentro de casa, permanecer em cômodos internos sem janelas
manter portas e janelas fechadas
A orientação é priorizar locais com pelo menos duas paredes entre a pessoa e o exterior do edifício, o que pode reduzir o impacto de explosões.

Assistência consular
O Ministério das Relações Exteriores informou ainda que as embaixadas e consulados brasileiros na região permanecem disponíveis para prestar assistência aos cidadãos brasileiros que vivem ou estão temporariamente no Oriente Médio.

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O governo brasileiro segue acompanhando a evolução do conflito, que já deixou centenas de mortos e feridos nos últimos dias e tem provocado preocupação internacional.