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Desmatamento na Amazônia e no Cerrado cai e atinge menor nível histórico, aponta Inpe

Monitoramento por satélite registra redução de 41,8% na Amazônia e de 23,8% no Cerrado entre agosto de 2025 e julho de 2026; perda de vegetação nativa ainda permanece expressiva
Por: Redação
19 de outubro de 2026 - 11:36 AM

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu os menores níveis desde o início do monitoramento histórico de cada bioma, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na sexta-feira (16).

Na Amazônia, foram desmatados 3.335 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 41,8% em comparação com o período anterior, quando a área atingiu 5.731 quilômetros quadrados.

No Cerrado, a perda de vegetação nativa foi de 5.516,69 quilômetros quadrados, queda de 23,8% em relação aos 7.235,27 quilômetros quadrados registrados no ciclo anterior.

Os resultados representam os menores valores das séries históricas, iniciadas em 1988 para a Amazônia e em 2001 para o Cerrado.

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Amazônia registra menor área desmatada desde 1988
O novo resultado da Amazônia ficou abaixo do recorde anterior, registrado em 2012, quando o desmatamento havia alcançado 4.571 quilômetros quadrados.

A comparação mostra uma redução significativa na supressão da vegetação nativa, embora milhares de quilômetros quadrados de floresta ainda tenham sido perdidos no último período analisado.

Segundo o Inpe, os estados com as maiores áreas desmatadas na Amazônia foram:

Pará: 1.130 km².
Mato Grosso: 849 km².
Amazonas: 525 km².
Roraima: 286 km².
Na comparação com o ciclo anterior, Pará, Mato Grosso e Amazonas apresentaram reduções superiores a 45%.

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Roraima, por outro lado, registrou um pequeno aumento de 0,4%, demonstrando que a queda nacional não ocorreu de maneira uniforme em todos os estados.

Cerrado também apresenta redução histórica
No Cerrado, o desmatamento recuou para aproximadamente 5.517 quilômetros quadrados, o menor valor desde o início da série histórica, em 2001.

Apesar da queda de 23,8%, a área de vegetação nativa perdida no Cerrado permaneceu maior do que a registrada na Amazônia no mesmo período.

O resultado merece atenção porque o Cerrado exerce papel importante na conservação da biodiversidade e no funcionamento dos sistemas hídricos brasileiros.

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A expansão das atividades econômicas e a conversão de áreas de vegetação nativa continuam entre os desafios para a preservação do bioma.

Como o Inpe acompanha o desmatamento?
O levantamento é realizado por meio do Prodes, sistema de monitoramento que utiliza imagens de satélite para identificar áreas de vegetação nativa suprimidas.

A análise permite acompanhar a evolução do desmatamento ao longo dos anos, comparar períodos e identificar regiões com maior perda de cobertura vegetal.

O ciclo anual considerado para os dados de 2026 vai de agosto de 2025 a julho de 2026.

Portanto, os números não representam todo o ano civil de 2026 nem incluem automaticamente as ocorrências registradas após julho.

O monitoramento oferece informações para pesquisadores, órgãos ambientais e gestores públicos, além de subsidiar políticas de fiscalização e conservação.

Redução não significa que o problema foi resolvido
Os dados divulgados pelo Inpe representam um avanço na redução da perda de vegetação nativa nos dois biomas.

Entretanto, o resultado não significa que o desmatamento foi eliminado.

Somadas, as áreas desmatadas da Amazônia e do Cerrado ultrapassaram 8,8 mil quilômetros quadrados no ciclo analisado.

A redução das taxas também não elimina outros problemas ambientais, como queimadas, degradação florestal e impactos de eventos climáticos extremos.

O governo federal mantém a meta de alcançar o desmatamento zero até 2030, objetivo que ainda depende de resultados nos próximos anos.

O que os números representam para Piracicaba?
Embora a Amazônia e o Cerrado estejam em destaque no levantamento, a preservação da vegetação nativa também é uma questão relevante para Piracicaba.

O município está inserido em uma região marcada por atividades agrícolas, áreas urbanizadas, cursos de água e remanescentes de vegetação, principalmente da Mata Atlântica.

A conservação de matas ciliares, a proteção de nascentes e o cuidado com o solo são temas diretamente relacionados à qualidade ambiental e à segurança hídrica da região.

No entanto, os índices de redução divulgados pelo Inpe para Amazônia e Cerrado não podem ser utilizados para afirmar que o desmatamento também diminuiu em Piracicaba.

Para avaliar a situação local, são necessários levantamentos específicos sobre cobertura vegetal e alterações no uso do solo no município.

Monitoramento será essencial nos próximos anos
Os novos dados mostram que a perda de vegetação nativa diminuiu de forma significativa nos dois biomas analisados.

A continuidade dessa tendência dependerá de fatores como fiscalização, proteção de áreas naturais, políticas ambientais e controle de atividades que provocam a supressão da vegetação.

As próximas atualizações do Inpe permitirão verificar se os resultados registrados entre 2025 e 2026 serão mantidos.