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Moraes concede prisão domiciliar a 18 idosos condenados pelos atos de 8 de janeiro

Decisão do STF tem caráter humanitário e mantém medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e restrições de contato
Por Redação
27 de abril de 2026 - 10:58 AM

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar a 18 idosos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão, tomada na sexta-feira (24), considera questões de saúde e tem caráter humanitário.

Os beneficiados têm entre 60 e 73 anos e já estavam em fase de cumprimento de pena. Segundo o ministro, o atual momento processual permite a flexibilização do regime, especialmente em casos que envolvem doenças ou necessidade de tratamento médico.

Medidas cautelares mantidas
Apesar da mudança para o regime domiciliar, os condenados continuam sujeitos a uma série de restrições. Entre elas estão:

Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
Suspensão do passaporte
Proibição de deixar o país
Proibição de uso de redes sociais
Restrição de visitas, permitidas apenas a advogados e familiares
Em caso de descumprimento, a prisão domiciliar pode ser revogada.

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Casos de destaque
Entre os beneficiados está Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como “Fátima Tubarão”, condenada a 17 anos de prisão. Ela ganhou notoriedade após aparecer em vídeos durante a invasão às sedes dos Três Poderes.

Outros nomes incluem Iraci Megumi Nagoshi, de 73 anos, e Francisca Hildete Ferreira, de 63, ambas condenadas a penas superiores a 13 anos.

Contexto político e jurídico
A decisão ocorre dias antes da análise, no Congresso Nacional, do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, que pode alterar penas e regras de progressão de regime para condenados pelos atos de 8 de janeiro.

A pauta deve ser discutida pelos parlamentares ainda nesta semana.

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