O atacante Vinícius Júnior denunciou um caso de racismo durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, no duelo de ida dos playoffs classificatórios da Champions League. A partida foi disputada nesta terça feira (17), e terminou com triunfo do time espanhol por 1 a 0, com gol do próprio brasileiro.
Após marcar, Vini Jr acusou o meia argentino Prestianni, do Benfica, de ofensas racistas. O protocolo antirracismo da Fifa foi acionado pela arbitragem, e o jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos. A partida, porém, foi retomada sem punições imediatas, já que o jogador acusado teria coberto a boca ao falar.
“Nada disso é novidade”
Em publicação nas redes sociais, Vinícius Júnior desabafou sobre o episódio.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir”, escreveu.
O atacante também criticou o que chamou de protocolo mal executado.
“Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família. Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu”, completou.
Vini afirmou ainda que lamenta que o episódio tenha ofuscado a vitória do Real Madrid em um confronto considerado decisivo.
Mbappé se manifesta
Após a partida, o atacante Kylian Mbappé também comentou o caso e demonstrou indignação. O francês evitou citar o nome do jogador acusado.
“O número 25 do Benfica, não quero dizer o nome porque não merece, não merece jogar mais na Champions League”, declarou.
Repercussão e combate ao racismo
O caso reacende o debate sobre racismo no futebol europeu, tema recorrente na carreira de Vinícius Júnior. O brasileiro já foi alvo de episódios semelhantes em competições na Espanha e em torneios internacionais.
Entidades esportivas costumam reforçar campanhas contra o racismo, mas jogadores e especialistas apontam que as punições ainda são insuficientes para inibir novos casos.
Reflexo em Piracicaba
Em Piracicaba, clubes e projetos sociais que trabalham com futebol de base têm adotado ações educativas para combater o racismo e promover o respeito dentro e fora de campo. Educadores esportivos ouvidos pelo Jornal Via defendem que o enfrentamento à discriminação deve começar nas categorias de formação.
O episódio envolvendo Vini Jr reforça a importância de protocolos eficazes e de punições claras para coibir qualquer forma de preconceito no esporte.





