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Senado inicia 2026 com debate sobre novo Plano Nacional de Educação após atraso de dois anos

Texto aprovado na Câmara define metas para a próxima década e será tratado como prioridade no início do ano legislativo
Por Redação
3 de fevereiro de 2026 - 3:02 PM

Após quase dois anos de atraso, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) deve se tornar uma das principais pautas do Senado Federal no início de 2026. O projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados nos últimos dias de 2025, chega agora à Casa com a missão de estabelecer metas viáveis e efetivas para a educação brasileira ao longo dos próximos dez anos.

O PNE é o instrumento que orienta as diretrizes, objetivos e estratégias da política educacional do país. Na edição anterior, encerrada no fim de 2024, cerca de 90% das metas não foram cumpridas, cenário atribuído, em grande parte, aos impactos da pandemia da Covid-19 e à falta de coordenação entre os entes federativos.

Ainda não há definição sobre o rito de tramitação no Senado, mas a presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o tema será prioridade logo no início dos trabalhos legislativos. Segundo ela, há consenso entre os principais atores da área educacional, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Educação, Camilo Santana, para dar andamento célere ao projeto.

Especialistas avaliam que o novo texto apresenta avanços em relação ao plano anterior. Para Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do movimento Todos Pela Educação, o destaque está na maior ênfase à qualidade do ensino, especialmente na educação infantil e nos processos de alfabetização.

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A superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, ressalta que o PNE é um plano de Estado, não de governo, e que sua execução exige cooperação entre União, estados e municípios. Ela destaca ainda propostas consideradas ambiciosas, como o fortalecimento do letramento em matemática e o foco na qualidade da educação infantil, além da ampliação dos investimentos públicos.

O texto prevê o monitoramento das metas a cada dois anos pelo Inep e estabelece o aumento progressivo dos investimentos em educação, que devem alcançar 7,5% do PIB em sete anos e chegar a 10% ao final da vigência do plano. Também há alinhamento com o recém-aprovado Sistema Nacional de Educação, apontado como fundamental para garantir acompanhamento efetivo e articulação federativa.

O atraso na tramitação ocorreu porque o projeto, que deveria ter sido enviado ao Congresso até junho de 2023, só foi apresentado em junho de 2024. O plano anterior precisou ser prorrogado até o fim de 2025. Agora, a expectativa é de que o Senado avance na análise para que o novo PNE entre em vigor ainda em 2026.

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