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Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

Estudo do Instituto Semesp revela envelhecimento do quadro docente no ensino médio e aumento das contratações temporárias na rede pública.
Por: Redação
20 de setembro de 2026 - 7:00 AM

O número de professores do ensino médio com até 24 anos diminuiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto a quantidade de docentes com 60 anos ou mais cresceu 104,5% no mesmo período. Os dados são da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, divulgada pelo Instituto Semesp durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), realizado em São Paulo.

O levantamento aponta uma dificuldade crescente para renovar o quadro de professores da rede pública e alerta para os impactos do envelhecimento da categoria nos próximos anos.

Quadro docente envelhece e renovação preocupa
Segundo o estudo, em 2015 havia cerca de 17,3 mil professores com até 24 anos no ensino médio. Em 2025, esse número caiu para 11,9 mil. No sentido oposto, o total de profissionais com 60 anos ou mais passou de 18,2 mil para 37,3 mil, mais que dobrando em uma década.

A projeção do Semesp indica que, mantido o ritmo atual, em 2040 haverá apenas um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais, evidenciando a dificuldade de reposição dos profissionais que se aposentarem.

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Cresce contratação temporária nas escolas públicas
Outro dado destacado pela pesquisa é o aumento da contratação de professores temporários e terceirizados.

Entre 2015 e 2025, esse tipo de vínculo cresceu 40,4%, passando de 146 mil para 205 mil profissionais. Com isso, os temporários deixaram de representar 32,2% do quadro docente para responder por 43,4% das vagas.

Ao mesmo tempo, o número de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de aproximadamente 305 mil para 255 mil, reduzindo sua participação de 67,2% para 54,1% do total.

Índice mede capacidade de reposição dos docentes
Para avaliar a renovação da carreira, o Instituto Semesp criou a Taxa de Renovação Docente, indicador que compara a quantidade de professores mais jovens com a de profissionais próximos da aposentadoria.

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Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada docente com 60 anos ou mais, resultando em uma taxa de 0,95. Em 2025, essa proporção caiu para aproximadamente um jovem para cada três professores com 60 anos ou mais, reduzindo o índice para 0,32.

As menores taxas de renovação foram registradas nas disciplinas de Geografia, História, Língua Portuguesa, Sociologia, Filosofia e Artes, indicando maior dificuldade para substituir futuros aposentados nessas áreas.

Cenário também desafia municípios como Piracicaba
Embora a pesquisa apresente dados nacionais, o envelhecimento do quadro docente e a redução no ingresso de jovens na profissão também representam desafios para municípios como Piracicaba, que dependem da formação de novos professores para garantir a continuidade e a qualidade do ensino público nas próximas décadas.

O estudo foi apresentado durante o FNESP, evento que reuniu representantes do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e especialistas do Brasil e de outros países para discutir os desafios da educação brasileira.

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