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Brasil gasta quase quatro vezes menos por aluno que média internacional

Panorama da Educação aponta diferença no investimento por estudante e também identifica desafios relacionados à remuneração, permanência de professores e escolaridade da população
Por: Redação
1 de outubro de 2026 - 10:54 AM

O Brasil registra gasto de US$ 3.762 por estudante, considerando da educação básica ao ensino superior, enquanto a média dos demais países participantes do estudo é de US$ 13.859. Os dados fazem parte do Panorama da Educação 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em valores apresentados no levantamento, os montantes correspondem a aproximadamente R$ 19,6 mil por aluno no Brasil, diante de cerca de R$ 72,2 mil na média dos outros países analisados.

A diferença faz com que o investimento brasileiro por estudante corresponda a pouco mais de um quarto do valor médio apresentado para os demais participantes do estudo.

O levantamento analisou 38 países e também trouxe informações sobre financiamento da educação, condições de trabalho dos professores e escolaridade da população.

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Brasil destina 4,3% do PIB ao financiamento público da educação
Apesar do gasto por estudante ser inferior ao valor médio dos países analisados, o Brasil destina uma parcela maior de sua economia ao financiamento público da educação.

Segundo o estudo, o país aplica o equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no financiamento público da educação, considerando da educação básica ao ensino superior.

A média da OCDE apresentada no levantamento é de 3,6% do PIB.

O material também aponta uma característica diferente na distribuição brasileira dos recursos: o gasto público no ensino superior, incluindo pesquisa e desenvolvimento, fica em patamar próximo ao registrado nos demais níveis de ensino.

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Professores relatam menor satisfação com salários
O Panorama da Educação também analisou a situação dos professores.

No Brasil, 22,3% dos docentes pesquisados declararam satisfação com os salários, enquanto a média apresentada no estudo é de 38,7%.

Quando consideradas as condições gerais de trabalho, o percentual brasileiro sobe para 44,3%, mas permanece abaixo dos 68,4% registrados na média dos países analisados.

Outro indicador aponta que 9% dos professores dos ensinos fundamental e médio em instituições públicas brasileiras não eram plenamente qualificados em 2024 e 2025. A média da OCDE ficou em 9,1%.

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Saída de professores também chama atenção
O levantamento aponta ainda que 10,3% dos professores plenamente qualificados dos ensinos fundamental e médio deixaram a profissão no Brasil em 2022, seja por aposentadoria ou desligamento.

A comparação apresentada pelo estudo utiliza uma média de 6,4% da OCDE em 2024 e 2025, portanto referente a período diferente do dado brasileiro.

A saída registrada nas escolas públicas não significa necessariamente que todos esses profissionais abandonaram a docência, já que parte deles pode ter migrado para instituições privadas.

Apenas 22% dos adultos têm ensino superior
A escolaridade da população adulta também aparece entre os desafios identificados.

No Brasil, 22% das pessoas entre 25 e 64 anos possuem ensino superior, contra 43% na média dos países da OCDE.

Já 39% das pessoas nessa faixa etária possuem ensino médio completo ou formação técnica, percentual próximo aos 40% apresentados como média no levantamento.

Entre os brasileiros de 25 a 34 anos, a parcela que não havia concluído o ensino médio caiu de 35% em 2016 para 26% em 2024.

Dados não permitem comparação direta com Piracicaba
Os indicadores apresentados pelo Panorama da Educação são nacionais e, portanto, não representam diretamente o investimento por estudante na rede municipal de Piracicaba.

Para estabelecer uma comparação local, seria necessário analisar dados específicos do orçamento municipal da Educação, número de alunos matriculados e despesas efetivamente realizadas pela rede de Piracicaba.

Os resultados nacionais, no entanto, ajudam a dimensionar desafios do financiamento educacional brasileiro e podem servir de referência para análises posteriores sobre a realidade local.