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Brasil ainda perde 1 em cada 4 jovens no Ensino Médio

Mesmo com avanço na última década, desigualdades econômicas e defasagens de aprendizagem seguem como principais barreiras
Por Redação
18 de novembro de 2025 - 8:50 PM

O Enem já passou, mas um dado segue acendendo alerta sobre a educação brasileira. Apesar dos avanços, 1 em cada 4 jovens não conclui o Ensino Médio até os 19 anos no Brasil. A taxa de conclusão melhorou de forma significativa na última década passando de 54 por cento em 2015 para 74 por cento em 2025. Ainda assim o país mantém um grande descompasso em relação ao Ensino Fundamental cuja conclusão chega a 88 por cento.

Especialistas apontam que o Ensino Médio é justamente o momento em que todas as defasagens acumuladas ao longo da trajetória escolar aparecem. Muitos estudantes chegam à etapa final da educação básica com atrasos reprovações e lacunas de aprendizagem que dificultam a permanência.

Além disso fatores sociais ampliam a desigualdade. O ambiente familiar tem forte impacto. Pesquisas indicam que a escolaridade da mãe influencia 68 por cento do desempenho escolar da criança. Em famílias onde os pais não estudaram abandonar a escola muitas vezes é visto como um caminho natural. O recorte econômico também pesa. Entre os 20 por cento mais ricos 94 por cento concluem o Ensino Médio enquanto entre os 20 por cento mais pobres o índice cai para 60 por cento.

O Brasil ainda convive com outro desafio. Cerca de 25 por cento dos jovens de 18 a 24 anos não estudam nem trabalham refletindo desigualdades estruturais e a necessidade de políticas públicas mais efetivas para garantir permanência escolar emprego e formação profissional.

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Em Piracicaba, a realidade acompanha a tendência nacional. As escolas estaduais e os programas municipais enfrentam o desafio de manter jovens no Ensino Médio, especialmente nas regiões mais vulneráveis da cidade. Educadores relatam que a defasagem no aprendizado aparece já no primeiro ano do ciclo e que fatores como baixa renda, necessidade de trabalhar cedo e dificuldade de transporte ainda influenciam a permanência escolar.

Outro ponto de atenção é o aumento de jovens que não estudam nem trabalham. Embora Piracicaba tenha programas de qualificação, bolsas e iniciativas de busca ativa, a cidade também convive com adolescentes que deixam os estudos por necessidade financeira ou por dificuldades acumuladas nos anos anteriores. Essa realidade impacta diretamente o mercado de trabalho local, que demanda mão de obra qualificada especialmente nos setores industriais e tecnológicos.

Para especialistas ouvidos em levantamentos estaduais, políticas de reforço escolar, fortalecimento do vínculo familiar com a escola e ampliação de oportunidades de estágio e formação profissional são caminhos essenciais para que municípios como Piracicaba reduzam o abandono e aumentem a conclusão do Ensino Médio nos próximos anos.

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