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Selic cai para 14% ao ano e Banco Central faz quarto corte seguido dos juros

Decisão do Copom reduz a taxa básica em 0,25 ponto percentual e reforça expectativa de crédito mais barato, embora juros brasileiros continuem entre os mais altos do mundo.
Por: Redação
6 de agosto de 2026 - 9:28 AM

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano, em decisão unânime anunciada nesta quarta-feira (05). Este é o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros da economia brasileira e leva a Selic ao menor patamar desde março de 2025.

A redução já era esperada pelo mercado financeiro e faz parte da estratégia do Banco Central para conduzir a inflação de volta à meta, sem comprometer o nível de atividade econômica e a geração de empregos.

Banco Central mantém cautela
No comunicado divulgado após a reunião, o Copom afirmou que o cenário internacional continua exigindo atenção, principalmente por causa das incertezas sobre a economia mundial, dos conflitos no Oriente Médio e da política monetária das principais economias.

Segundo o Banco Central, as próximas decisões dependerão da evolução da inflação e dos indicadores econômicos dos próximos meses.

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A instituição também reforçou que continuará acompanhando os riscos para garantir que a inflação retorne ao centro da meta estabelecida.

Juros seguem elevados
Apesar do novo corte, a taxa de juros brasileira continua entre as mais altas do mundo quando descontada a inflação projetada.

A expectativa do mercado é de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano, o que indica a possibilidade de mais uma redução na próxima reunião do Copom, prevista para novembro.

Entretanto, fatores externos, como as oscilações no preço do petróleo e os desdobramentos dos conflitos internacionais, podem influenciar o ritmo de novos cortes.

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O que muda na prática?
A Selic é a principal referência para os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e aplicações financeiras.

Quando a taxa diminui, a tendência é que o crédito fique mais barato ao longo do tempo, estimulando o consumo, os investimentos das empresas e a atividade econômica. Em contrapartida, aplicações de renda fixa atreladas à Selic podem apresentar rentabilidade menor.

Os efeitos da redução, no entanto, não são imediatos. Segundo o Banco Central, as mudanças na taxa básica costumam levar entre seis e dezoito meses para produzir impacto completo na economia.

Como o Banco Central define a Selic?
A Selic é utilizada como principal instrumento para controlar a inflação.

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Quando as projeções indicam que a inflação ficará acima da meta, o Banco Central tende a manter ou elevar os juros para reduzir o consumo e conter a alta dos preços. Quando as expectativas melhoram, a instituição ganha espaço para iniciar cortes na taxa.

Mesmo com a sequência de reduções, as projeções do mercado ainda apontam inflação acima da meta para os próximos anos, fator que mantém o Copom em posição de cautela.