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Queda do dólar impulsiona ouro, que supera US$ 5.200 e bate novo recorde histórico

Valorização do metal é impulsionada pela queda da moeda americana, tensões geopolíticas e expectativa sobre decisões do Federal Reserve
Por Redação
28 de janeiro de 2026 - 11:39 AM

O preço do ouro atingiu um novo recorde histórico nesta quarta-feira (28), ao ultrapassar pela primeira vez o patamar de US$ 5.200 por onça, em meio à forte desvalorização do dólar e à persistência de incertezas no cenário internacional. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que considera “ótima” a queda da moeda americana.

Segundo dados da Reuters, o ouro à vista subia 1,8% nas primeiras horas do dia, sendo negociado a US$ 5.279,94 por onça, depois de alcançar a máxima histórica de US$ 5.285,35. Desde o início de 2026, o metal acumula valorização superior a 20%. Já os contratos futuros do ouro nos Estados Unidos avançavam 3,8%, para US$ 5.274,80 por onça.

Analistas apontam que a alta está diretamente relacionada à perda de força do dólar, que caiu para o menor nível em quase quatro anos. Para o mercado, as declarações de Trump reforçaram a percepção de que a Casa Branca aceita, ou até estimula, uma moeda americana mais fraca nos próximos anos.

Além do câmbio, o cenário macroeconômico também contribui para o movimento. A confiança do consumidor nos Estados Unidos recuou em janeiro para o nível mais baixo em mais de 11 anos, refletindo preocupações com o mercado de trabalho e a inflação elevada. Trump também sinalizou que pretende indicar em breve um novo presidente para o Federal Reserve e afirmou esperar queda nas taxas de juros.

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Enquanto isso, investidores adotam postura defensiva à espera da decisão de política monetária do Fed, cuja expectativa predominante é pela manutenção dos juros neste encontro. Bancos e instituições financeiras já projetam novos avanços para o ouro: o Deutsche Bank, por exemplo, estima que o metal pode atingir US$ 6.000 por onça ainda em 2026, impulsionado pela busca por ativos reais e não dolarizados.

Outros metais preciosos também registraram valorização. A prata, a platina e o paládio avançaram no mercado internacional, acompanhando o movimento de proteção adotado por investidores diante das incertezas econômicas e geopolíticas globais.