O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como base para o reajuste das aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo, encerrou o ano de 2025 com alta acumulada de 3,90%. O resultado representa desaceleração em relação a 2024, quando o índice havia registrado variação de 4,77%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e servem como referência para a correção dos benefícios previdenciários pagos a quem recebe acima do piso nacional.
No recorte por grupos de consumo, os produtos alimentícios apresentaram alta de 2,63% em 2025, enquanto os itens não alimentícios tiveram variação maior, de 4,32%. No ano anterior, a inflação dos alimentos havia sido significativamente mais elevada.
Diferenças regionais
Entre as regiões pesquisadas, Vitória apresentou a maior variação do INPC em 2025, com alta de 4,82%, influenciada principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial e dos aluguéis. Já Campo Grande registrou a menor variação do índice, de 2,78%, puxada pela queda nos preços de alimentos como arroz, frutas e carnes.
Para segurados que passaram a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo de 2025, o reajuste será proporcional. O cálculo considera a variação do INPC desde o mês de concessão do benefício até dezembro, conforme o número de meses em que o pagamento esteve ativo.
Pagamentos e piso previdenciário
Os valores reajustados começam a ser pagos a partir de 26 de janeiro, com calendário que se estende até 6 de fevereiro, de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.
Já o piso previdenciário, que acompanha o salário mínimo, foi fixado em R$ 1.621 para 2026, após reajuste de 6,79%. O impacto estimado desse aumento para os cofres públicos é de aproximadamente R$ 30,7 bilhões ao longo do ano.
Atualmente, cerca de 21,9 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social correspondem a até um salário mínimo, o que representa 62,5% do total de benefícios ativos no país.
Em cidades como Piracicaba, onde grande parte dos aposentados depende do INSS como principal fonte de renda, a definição do índice de reajuste é fundamental para o planejamento financeiro das famílias.





