A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).
O resultado representa o menor índice para o período desde o início da série histórica, iniciada em 2012. No trimestre anterior, encerrado em março, a taxa era de 6,1%. No mesmo período de 2025, o indicador estava em 5,8%.
Número de desempregados diminui
De acordo com o levantamento, o Brasil terminou o trimestre com 5,9 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 6,3%, o equivalente a cerca de 718 mil pessoas a menos em situação de desemprego.
Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103 milhões de trabalhadores, crescimento de 1,1% frente ao trimestre anterior e de 0,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Mercado de trabalho segue aquecido
O avanço da ocupação foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de trabalhadores no setor privado, tanto com carteira assinada quanto sem registro formal.
O nível de ocupação da população brasileira atingiu 58,8%, alta de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre encerrado em março.
Rendimento recua no trimestre
Apesar da melhora no mercado de trabalho, o rendimento médio real dos trabalhadores apresentou queda na comparação trimestral.
Segundo o IBGE, o rendimento habitual ficou em R$ 3.738, valor 1,5% menor que o registrado no trimestre encerrado em março, quando a média era de R$ 3.795.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, a renda apresentou crescimento de 2,8%.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua, principal pesquisa utilizada pelo IBGE para acompanhar a evolução do mercado de trabalho brasileiro.





