O pagamento do abono salarial PIS/Pasep referente a 2026 terá início em 15 de fevereiro, conforme calendário aprovado nesta terça-feira (16) pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). O benefício é destinado a trabalhadores que atuaram com carteira assinada em 2024 e poderá chegar ao valor de um salário mínimo, que está previsto em R$ 1.621 para o próximo ano.
Os pagamentos serão realizados em sete lotes, organizados de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Os primeiros a receber serão os nascidos em janeiro, enquanto os aniversariantes de novembro e dezembro terão acesso ao benefício a partir de 15 de agosto. Apesar das datas escalonadas, os valores poderão ser sacados até 29 de dezembro de 2026.
Calendário de pagamento do abono salarial 2026
Janeiro: 15 de fevereiro
Fevereiro: 15 de março
Março e abril: 15 de abril
Maio e junho: 15 de maio
Julho e agosto: 15 de junho
Setembro e outubro: 15 de julho
Novembro e dezembro: 15 de agosto
A consulta ao benefício estará disponível a partir de 5 de fevereiro, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, do portal Emprega Brasil (gov.br) ou pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Quem tem direito ao abono
Para receber o abono salarial em 2026, o trabalhador precisa cumprir os seguintes requisitos:
- Estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos;
- Ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;
- Ter recebido, em média, até dois salários mínimos por mês no período trabalhado;
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador na Rais ou no eSocial.
- O valor do benefício é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base, podendo variar de acordo com o tempo de serviço.
Pagamento do PIS e do Pasep
PIS: pago pela Caixa Econômica Federal, com crédito em conta-corrente, poupança, conta digital pelo Caixa Tem ou saque em agências, lotéricas e caixas eletrônicos.
Pasep: pago pelo Banco do Brasil, com crédito em conta, transferência via TED ou Pix, ou saque presencial nas agências.
Mudanças nas regras
A partir de 2026, o abono salarial passará a ser reajustado apenas pela inflação, medida pelo INPC, deixando de acompanhar o ganho real do salário mínimo. Além disso, o limite de renda para acesso ao benefício será reduzido gradualmente, passando dos atuais dois salários mínimos para um salário mínimo e meio até 2035. A mudança faz parte da PEC do corte de gastos, aprovada em 2024.
Segundo estimativas do governo federal, cerca de 26,9 milhões de trabalhadores devem receber o abono em 2026, com impacto total de R$ 33,5 bilhões nos cofres públicos.
O Ministério do Trabalho orienta que os trabalhadores acompanhem os canais oficiais para consulta e não deixem o saque para os últimos dias, evitando a perda do benefício dentro do prazo legal.





