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Protesto na COP30 deixa segurança ferido e cobra voz indígena em negociações

Manifestantes do Baixo Tapajós e ativistas ambientais tentaram entrar na Blue Zone, área restrita da conferência em Belém. A ONU confirmou feridos leves entre seguranças.
Por Redação
12 de novembro de 2025 - 8:27 AM

Um protesto de indígenas e ativistas ambientais durante a COP30 terminou em confronto com equipes de segurança da ONU nesta terça-feira (11). O grupo tentou forçar a entrada na Blue Zone, área de acesso restrito onde ocorrem as negociações diplomáticas da conferência. Pelo menos um segurança ficou ferido, segundo informações confirmadas por agências internacionais e pela organização do evento.

A manifestação, que envolveu representantes de comunidades do Baixo Tapajós e integrantes de coletivos climáticos, pedia maior participação de povos indígenas nas decisões oficiais sobre meio ambiente e território. Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem como “não decidam por nós sem nós”, em crítica à exclusão das comunidades tradicionais nas discussões da cúpula.

O confronto aconteceu na entrada principal da Blue Zone, instalada no Parque da Cidade, em Belém. A segurança do local é feita por equipes credenciadas pela ONU e por forças locais de apoio. Fontes do evento relataram que a tentativa de invasão foi rapidamente contida e que a programação da COP30 seguiu normalmente após o tumulto.

De acordo com a Agência AP e o jornal The Guardian, dois seguranças sofreram ferimentos leves. Nenhum integrante do governo do Pará foi ferido, ao contrário do que circulou em publicações nas redes sociais.

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Os manifestantes afirmam que o protesto foi pacífico até a chegada das forças de contenção e que o objetivo era entregar um documento exigindo consulta aos povos originários sobre projetos de exploração econômica na Amazônia.

A COP30, sediada em Belém, reúne líderes de mais de 190 países em discussões sobre o futuro das políticas climáticas globais. O episódio reforça o desafio do Brasil em equilibrar segurança, diplomacia e a inclusão de vozes sociais nas negociações.

 

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