A duração média dos casamentos no Brasil caiu para 13,8 anos em 2024, segundo dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número confirma uma tendência de encurtamento das uniões no país, que há duas décadas duravam, em média, 17,1 anos.
O levantamento aponta que, embora o total de divórcios tenha registrado uma leve queda de 2,8% em relação a 2023, passando para 9,4 milhões de separações, ainda não há indicação de reversão da tendência de aumento dos rompimentos formais ao longo dos últimos anos.
Idade do divórcio também caiu
A pesquisa revela ainda que homens e mulheres se divorciam em idades cada vez mais jovens. Em 2024, a idade média no momento da separação foi de 44,5 anos entre homens e 41,6 anos entre mulheres. Há dez anos, essa média era aproximadamente dois anos maior.
O que explica a queda na duração das uniões
Especialistas consultados pelo IBGE relacionam a redução à combinação de fatores sociais, econômicos e legais. Entre eles:
- Autonomia financeira feminina, que reduz a dependência econômica dentro da união;
- Procedimentos de divórcio mais simples e rápidos, especialmente após a permissão de separações extrajudiciais e o fim da exigência de separação prévia;
- Mudanças nos valores familiares, com casamentos iniciados mais tarde e menor tolerância à insatisfação conjugal;
- Pressões econômicas, como instabilidade no emprego e aumento do custo de vida.
Número de divórcios segue em alta no longo prazo
Apesar da queda registrada em 2024, técnicos do IBGE afirmam que o movimento não altera o comportamento estrutural dos últimos anos. A expansão dos divórcios, dizem, acompanha a modernização das leis e a maior disposição da população em formalizar o fim das uniões.
Para o instituto, apenas os próximos levantamentos poderão indicar se a redução observada em 2024 representa variação pontual ou início de uma nova tendência.





