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Casamentos duram menos no Brasil e média cai para 13,8 anos, mostra IBGE

Tempo médio das uniões recuou pelo terceiro período seguido e revela mudanças culturais, maior autonomia financeira e divórcios cada vez mais rápidos.
Por Redação
11 de dezembro de 2025 - 9:08 AM

A duração média dos casamentos no Brasil caiu para 13,8 anos em 2024, segundo dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número confirma uma tendência de encurtamento das uniões no país, que há duas décadas duravam, em média, 17,1 anos.

O levantamento aponta que, embora o total de divórcios tenha registrado uma leve queda de 2,8% em relação a 2023, passando para 9,4 milhões de separações, ainda não há indicação de reversão da tendência de aumento dos rompimentos formais ao longo dos últimos anos.

Idade do divórcio também caiu
A pesquisa revela ainda que homens e mulheres se divorciam em idades cada vez mais jovens. Em 2024, a idade média no momento da separação foi de 44,5 anos entre homens e 41,6 anos entre mulheres. Há dez anos, essa média era aproximadamente dois anos maior.

O que explica a queda na duração das uniões
Especialistas consultados pelo IBGE relacionam a redução à combinação de fatores sociais, econômicos e legais. Entre eles:

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  • Autonomia financeira feminina, que reduz a dependência econômica dentro da união;
  • Procedimentos de divórcio mais simples e rápidos, especialmente após a permissão de separações extrajudiciais e o fim da exigência de separação prévia;
  • Mudanças nos valores familiares, com casamentos iniciados mais tarde e menor tolerância à insatisfação conjugal;
  • Pressões econômicas, como instabilidade no emprego e aumento do custo de vida.

Número de divórcios segue em alta no longo prazo
Apesar da queda registrada em 2024, técnicos do IBGE afirmam que o movimento não altera o comportamento estrutural dos últimos anos. A expansão dos divórcios, dizem, acompanha a modernização das leis e a maior disposição da população em formalizar o fim das uniões.

Para o instituto, apenas os próximos levantamentos poderão indicar se a redução observada em 2024 representa variação pontual ou início de uma nova tendência.

 

 

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