Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que trabalhadores submetidos à escala de seis dias de trabalho por semana recebem, em média, salários até 58% menores em comparação com aqueles que atuam em jornadas de cinco dias.
Diferença de renda é expressiva
Segundo os dados, profissionais com carga de 44 horas semanais têm rendimento médio de cerca de R$ 2,6 mil. Já trabalhadores com jornada de 40 horas semanais recebem, em média, mais de R$ 6,2 mil.
Além da diferença salarial, o levantamento indica maior rotatividade entre os empregos com jornadas mais longas, o que sugere menor estabilidade nesses postos de trabalho.
Desigualdade racial no mercado
O estudo também aponta desigualdade racial na distribuição das jornadas. Pessoas negras são maioria entre os trabalhadores com carga horária mais extensa, enquanto aparecem em menor proporção nas jornadas reduzidas.
Já entre trabalhadores brancos, a presença é maior nos regimes com menor carga semanal.
Escolaridade influencia jornada
Outro fator observado é a relação entre nível de escolaridade e carga de trabalho. Pessoas com ensino médio completo ou menos tendem a ocupar vagas com jornadas mais longas.
Entre aqueles com ensino superior, há maior presença em regimes com menor carga horária semanal.
Debate avança no Congresso
O tema tem sido discutido no Congresso Nacional, com propostas que preveem a redução da jornada de trabalho no país. Entre as iniciativas, estão projetos que propõem limitar a carga semanal a 40 ou até 36 horas.
A discussão envolve diferentes posições e tem mobilizado setores da sociedade e representantes políticos.
Tema ganha repercussão social
A redução da jornada de trabalho tem sido alvo de debates públicos e mobilizações, com argumentos que vão desde a melhoria da qualidade de vida até possíveis impactos econômicos.
O assunto segue em análise no Legislativo, sem definição sobre mudanças nas regras atuais.





