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Ranking aponta países mais corruptos do mundo; Brasil fica na 107ª posição

Índice de Percepção da Corrupção de 2025 avalia 182 países e indica queda na média global; governo brasileiro contesta metodologia do levantamento.
Por Redação
13 de fevereiro de 2026 - 8:52 AM

O Sudão do Sul, a Somália e a Venezuela lideram o ranking dos países com maior percepção de corrupção no setor público em 2025. Os dados são do Índice de Percepção da Corrupção, que analisou 182 países e territórios com base em avaliações de instituições como Banco Mundial e Fórum Econômico Mundial.

A pontuação varia de 0 a 100. Quanto menor o número, maior é a percepção de corrupção. A média global caiu para 42 pontos, o menor patamar em mais de uma década.

Países com pior avaliação
Segundo o levantamento, os dez países com maior percepção de corrupção são:

Sudão do Sul (9 pontos)
Somália (9)
Venezuela (10)
Iêmen (13)
Líbia (13)
Eritreia (13)
Sudão (14)
Nicarágua (14)
Síria (15)
Coreia do Norte (15)
O relatório destaca que apenas cinco países atingiram pontuação acima de 80 pontos em 2025. Há dez anos, eram 12 nações nesse grupo.

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Países menos corruptos
Na outra ponta do ranking, aparecem os países com melhor avaliação em integridade pública:

Dinamarca (89 pontos)
Finlândia (88)
Singapura (84)
Nova Zelândia (81)
Noruega (81)
Suécia (80)
Suíça (80)
Luxemburgo (78)
Holanda (78)
Alemanha (77)
A Dinamarca lidera o índice como o país com menor percepção de corrupção no setor público.

Situação do Brasil
O Brasil registrou 35 pontos e ocupa a 107ª posição entre os 182 países avaliados, empatado com o Sri Lanka. Em relação a 2024, houve avanço de um ponto, mas o resultado ainda é inferior ao de 2023, quando o país marcou 36 pontos.

O melhor desempenho brasileiro desde o início da série histórica, em 2012, foi em 2014, quando alcançou 43 pontos.

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Na América do Sul, o Brasil aparece atrás do Uruguai, que obteve 73 pontos, e do Chile, com 63. Também ficou atrás de países como Colômbia (37) e Argentina (36).

Contestação do governo
A Controladoria Geral da União contestou a posição brasileira e criticou a metodologia do índice. Segundo o órgão, o levantamento não mede a ocorrência concreta de atos de corrupção nem avalia as políticas públicas adotadas para enfrentamento do problema.

A CGU também argumenta que o ranking se baseia em percepções de grupos específicos, como especialistas e executivos, e não considera a percepção da população em geral, o que, na avaliação do órgão, compromete a fidelidade dos resultados.

O debate em torno do índice reacende discussões sobre transparência, governança e mecanismos de controle no setor público, temas que seguem no centro da agenda política internacional.

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