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Menino de 6 anos vira símbolo da doação de órgãos e reforça importância da decisão familiar

Homenagem em hospital de Belo Horizonte evidencia desafios do sistema de transplantes, que ainda enfrenta alta recusa de familiares
Por Redação
15 de abril de 2026 - 12:08 PM
Foto: Fhemig/ Divulgação

A morte de um menino de seis anos em Belo Horizonte transformou um momento de dor em um gesto coletivo de solidariedade e conscientização sobre a doação de órgãos. A criança, identificada como Antônio, foi homenageada com um corredor de honra no Hospital João XXIII após ter seus órgãos doados pela família.

Homenagem e gesto de solidariedade
A despedida mobilizou profissionais de saúde da unidade, que se alinharam em um corredor simbólico para prestar respeito ao menino. A iniciativa, registrada pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), destacou a importância da doação de órgãos como forma de salvar vidas.

Fila de espera ainda é desafio no Brasil
Atualmente, cerca de 48,7 mil pessoas aguardam por um transplante no país. A maior demanda é por rins e fígado, e estados como Minas Gerais concentram milhares de pacientes na fila. Apesar de avanços recentes e recordes de procedimentos, o número de transplantes ainda não acompanha o crescimento da demanda.

Importância da autorização familiar
Um dos principais obstáculos para ampliar a doação é a recusa das famílias. Pela legislação brasileira, a decisão final cabe aos parentes, independentemente da vontade manifestada pelo paciente em vida. Em Minas Gerais, cerca de 40% das famílias ainda recusam a autorização.

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Falta de informação e mitos dificultam doações
Especialistas apontam que dúvidas sobre morte encefálica, desconhecimento do desejo do familiar e receios sobre o processo contribuem para a negativa. Também persistem mitos, como a ideia de tráfico de órgãos, que não se sustenta diante do controle rigoroso do sistema nacional de transplantes.

Impacto da doação de órgãos
De acordo com médicos, um único doador pode salvar ou melhorar a vida de mais de dez pessoas, por meio da doação de órgãos e tecidos. No caso de Antônio, familiares destacaram que o gesto representou a realização de um desejo do menino, que dizia querer ser um “super herói”.

O caso reforça a importância do diálogo em vida sobre a decisão de doar órgãos, facilitando a escolha da família em momentos de luto e contribuindo para ampliar o número de transplantes no país.

 

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