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Fortes chuvas deixam 14 mortos e levam Juiz de Fora a decretar calamidade pública

Tempestade registrada na madrugada acumulou 584 milímetros de chuva e provocou alagamentos, deslizamentos e soterramentos na cidade mineira
Por Redação
24 de fevereiro de 2026 - 10:15 AM

A Prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, confirmou nesta terça feira (24) a morte de 14 pessoas em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município durante a madrugada. O temporal deixou um rastro de destruição, com registros de soterramentos, deslizamentos de terra, alagamentos e moradores ilhados.

Em nota oficial, a administração municipal informou que atua em conjunto com a Defesa Civil estadual e o Corpo de Bombeiros nas operações de resgate e atendimento às vítimas.

Locais das ocorrências
Segundo a prefeitura, os óbitos foram registrados nos seguintes pontos da cidade:

quatro mortes na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK;
quatro mortes na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita;
duas mortes na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal;
uma morte na Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes;
uma morte na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina;
uma morte na Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito;
uma morte na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa.

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Volume histórico de chuva
Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o município acumulou 584 milímetros de chuva. De acordo com a prefeitura, fevereiro já é considerado o mês mais chuvoso da história local, com volume superior a quatro vezes a média registrada para o período.

Diante da gravidade da situação, foi decretado Estado de Calamidade Pública ainda na madrugada.

O elevado índice pluviométrico provocou transbordamento de córregos, desabamentos de imóveis e pelo menos 20 ocorrências de soterramento, principalmente na região sudeste da cidade. O Rio Paraibuna também ultrapassou seu leito e invadiu áreas urbanas.

Diversos moradores ficaram ilhados e precisaram ser retirados de suas residências por equipes de resgate. As aulas foram suspensas em toda a rede municipal nesta terça feira.

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O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais segue nas buscas por possíveis vítimas e no atendimento às áreas atingidas.

Autoridades recomendam que moradores de áreas de risco fiquem atentos a sinais como rachaduras em imóveis, inclinação de árvores e aumento repentino do nível de córregos, acionando a Defesa Civil em caso de emergência.