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Comer fora pesa no bolso e já custa mais de R$ 600 por mês, aponta estudo

Alta no preço do prato feito pressiona orçamento e reflete custos além dos alimentos
Por Redação
6 de maio de 2026 - 2:57 PM

O custo da alimentação fora de casa aumentou no início de 2026 e já impacta diretamente o orçamento dos brasileiros. Levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) aponta que o preço médio do tradicional prato feito subiu de R$ 29,77 para R$ 30,27 entre janeiro e março, alta de 1,67%.

Na prática, o trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana já gasta cerca de R$ 605 por mês, valor aproximadamente R$ 10 maior em comparação ao início do ano.

Novo índice mede custo real das refeições
Os dados fazem parte do Índice Prato Feito (IPF), criado pela FAC-SP, vinculada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O indicador tem abrangência nacional e busca refletir de forma mais fiel o custo da alimentação fora do lar.

A pesquisa considerou preços coletados em 359 estabelecimentos, ampliando a visão sobre o comportamento do setor.

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Custos vão além dos alimentos
Segundo o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice, o valor final das refeições é influenciado por diversos fatores.

Entre eles estão despesas com mão de obra, energia elétrica, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística. Esses custos ajudam a explicar por que, mesmo com oscilações nos preços dos alimentos, o consumidor nem sempre percebe redução no valor das refeições.

Pressão constante no orçamento
A FAC-SP destaca que o IPF não substitui o IPCA, índice oficial de inflação, mas funciona como um termômetro mais próximo da realidade cotidiana, especialmente para quem depende de refeições fora de casa.

Dados do IBGE também indicam que a inflação da alimentação fora do domicílio segue pressionada, reforçando a tendência de aumento nos gastos com esse tipo de consumo.

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