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CCJ da Câmara aprova propostas para acabar com escala de seis dias de trabalho

Medidas ainda precisam passar por comissões e votações no Congresso antes de entrar em vigor
Por Redação
23 de abril de 2026 - 9:25 AM

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta feira, dia 22, duas propostas que podem acabar com a escala de trabalho de seis dias seguidos com apenas um de descanso. A decisão representa o primeiro avanço formal das mudanças, que ainda precisam passar por outras etapas no Congresso Nacional.

O que foi aprovado
A comissão analisou apenas se as propostas podem seguir tramitando, sem discutir o conteúdo em profundidade. Agora, os textos serão avaliados por uma comissão especial, onde o mérito será debatido.

Atualmente, existem duas propostas principais sobre o tema. Uma delas sugere a adoção de uma jornada reduzida com três dias de folga por semana. A outra prevê a diminuição gradual da carga semanal de trabalho, passando de 44 para 36 horas ao longo de dez anos.

Próximos passos no Congresso
Após a comissão especial, as propostas ainda precisam ser votadas no plenário da Câmara dos Deputados, em dois turnos, com apoio mínimo de 308 parlamentares.

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Se aprovadas, seguem para o Senado, onde também passam por duas votações e precisam de pelo menos 49 votos favoráveis.

Pressão política e debate público
O tema ganhou força nos últimos meses, impulsionado por debates nas redes sociais e pela proximidade das eleições. O governo federal também apresentou um projeto próprio, que reduz a jornada para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso, sem redução salarial.

A proposta foi enviada com urgência, o que obriga o Congresso a analisar o texto em até 45 dias.

Argumentos a favor
Defensores das mudanças afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, diminuir o cansaço e aumentar a produtividade.

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Também apontam que países como França, Alemanha e Chile já adotam modelos com menos horas de trabalho semanal.

Argumentos contrários
Críticos alertam para possíveis impactos na economia. Entre as preocupações estão o aumento de custos para empresas, repasse de preços ao consumidor e risco de crescimento da informalidade.

Setores empresariais defendem que o debate leve em conta os efeitos práticos para o mercado de trabalho e para a população.

O que está em jogo
A discussão envolve mudanças significativas nas relações de trabalho no país. Caso avancem, as propostas podem alterar a rotina de milhões de trabalhadores e exigir adaptação de empresas de diferentes setores.

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Ainda não há prazo definido para a conclusão da análise no Congresso.