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Bolsonaro completa 100 dias em prisão domiciliar sob enfraquecimento político e risco de transferência para a Papuda

Ex-presidente enfrenta perda de influência entre aliados e pressão por sucessão dentro da direita, enquanto cresce a possibilidade de cumprimento de pena em presídio de Brasília.
Por Redação
12 de novembro de 2025 - 11:07 AM

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou nesta quarta-feira (12) cem dias em prisão domiciliar, período marcado por disputas internas em seu grupo político e pela expectativa de uma possível transferência para o presídio da Papuda, em Brasília, para cumprimento de parte da pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de 2022.

Nas últimas semanas, interlocutores próximos ao ex-presidente passaram a admitir que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode determinar sua transferência, ainda que temporária, para o regime fechado. A hipótese ganhou força após visita de uma integrante do gabinete do ministro Alexandre de Moraes à unidade prisional.

A defesa estuda alternativas, entre elas a permanência de Bolsonaro em instalação da Polícia Federal, a exemplo do que ocorreu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, em 2018. A possibilidade de transferência para uma unidade militar, por ele ser capitão reformado do Exército, é considerada improvável.

Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro tem enfrentado enfraquecimento político e disputas internas no Partido Liberal (PL) e entre aliados de direita. O centrão e parte da legenda defendem que o ex-presidente anuncie ainda neste ano um sucessor para concorrer à Presidência em 2026, diante de sua inelegibilidade.

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Enquanto isso, seus filhos, Eduardo e Flávio Bolsonaro, rejeitam qualquer discussão sobre sucessão. De Miami (EUA), Eduardo tem ampliado críticas a aliados, incluindo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o presidente do PP, Ciro Nogueira, acirrando tensões internas no campo conservador.

Em Santa Catarina, o grupo político enfrenta nova crise após a intenção de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) de disputar uma vaga ao Senado pelo estado, o que gerou atritos com lideranças locais como as deputadas Carol de Toni e Ana Campagnolo.

A falta de unidade entre os aliados reflete o desgaste da influência de Bolsonaro dentro da direita. Analistas apontam que as divisões internas têm favorecido o governo Lula (PT), que se reaproximou recentemente de Donald Trump para negociar a redução de tarifas sobre produtos brasileiros — movimento visto como uma reconfiguração das alianças internacionais.

Enquanto tenta preservar apoio político e condições de saúde, Bolsonaro vive o momento mais frágil desde sua prisão em agosto, com aliados divididos e um futuro político cada vez mais incerto.

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