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Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 impulsionada pelo agro, diz IBGE

PIB soma R$ 12,7 trilhões no ano; resultado mostra desaceleração em relação a 2024 sob impacto dos juros altos
Por Redação
3 de março de 2026 - 11:17 AM

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 3 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O resultado ficou em linha com a expectativa do Ministério da Fazenda e representa desaceleração em relação a 2024, quando o Produto Interno Bruto avançou 3,4%.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões no ano. O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com alta real de 1,9% frente ao ano anterior.

Agro lidera crescimento
Todos os grandes setores registraram crescimento em 2025. A agropecuária teve alta de 11,7%, os serviços avançaram 1,8% e a indústria cresceu 1,4%.

De acordo com o IBGE, o desempenho da agropecuária foi impulsionado pelo aumento da produção e da produtividade, com destaque para o milho, que cresceu 23,6%, e a soja, com alta de 14,6%, ambos com recorde de produção. A pecuária também contribuiu positivamente.

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Na indústria, o principal destaque foi a extração de petróleo e gás, que levou as indústrias extrativas a fecharem o ano com crescimento de 8,6%. A construção variou 0,5%, enquanto eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 0,4%, e as indústrias de transformação tiveram queda de 0,2%.

Segundo o IBGE, quatro atividades — agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços — responderam por 72% do crescimento do valor adicionado em 2025.

Consumo desacelera com juros altos
O consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, desacelerando em relação aos 5,1% registrados em 2024. O instituto atribui o avanço ao bom desempenho do mercado de trabalho, à expansão do crédito e aos programas de transferência de renda, mas ressalta os efeitos adversos da política monetária contracionista.

O consumo do governo cresceu 2,1% no período.

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A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos, avançou 2,9%, impulsionada pelo aumento das importações de bens de capital, desenvolvimento de software e crescimento da construção. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% de 2024. Já a taxa de poupança subiu de 14,1% para 14,4%.

Estabilidade no quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% em relação ao trimestre anterior, praticamente estável na série com ajuste sazonal. Serviços cresceram 0,8% e agropecuária, 0,5%, enquanto a indústria recuou 0,7%.

Entre as atividades industriais, houve queda na construção e nas indústrias de transformação. Em contrapartida, indústrias extrativas e o segmento de eletricidade e gás apresentaram resultados positivos.

O desempenho do ano confirma a força do agronegócio na sustentação da atividade econômica, ao mesmo tempo em que evidencia os efeitos dos juros elevados sobre o ritmo de crescimento do país.

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